Janelas
fechadas, paisagens para sufocar,
horizontes
distantes feitos de nenhum lugar,
tamanho de
um tempo esquecido de estar aqui,
dias
longos, inteiros, fantasmas vazios de ti.
Esta morte
cinzenta à deriva no espaço,
este vácuo
informe, com a forma do cansaço.
E continuo
sem continuar,
prossigo
sem avançar,
no centro
do labirinto,
perdido no
que sinto.
Ao longo da
estrada, onde foi que me entreguei?
Onde fiquei
só, sem saber o que não sei?
Esta
tempestade não apaga o incêndio que avança.
Ao longo da
estrada, onde me entreguei?
Onde fiquei
só, sem saber o que não sei?
Esta
tempestade, incêndio que avança,
escuridão
sem luz; toda a dor sem esperança.
Esta idade
caída, vida no chão,
pergunta
sem resposta ou de resposta sempre não.
José Luis
Peixoto
http://youtu.be/o5e2vWJ8KDs
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