Já se esquecera a que sabia o sémen
de
um estranho. E agora que voltava
sem
querer às ruas vermelhas, quase se
arrependia de ter apagado tão depressa
o nojo
e a indecência nos caracóis de
um menino que haveria de ser sempresó dela. E como lhe parecia igualmente
viscoso e escorregadio o dinheiro que no
lhe entregavam dobrado e à pressa –
tão diferente do cartão limpinho com que
balcão, na loja que agora dava pena, assim
entaipada. Ai, se o menino soubesse que
era ainda nele e nas suas brincadeiras que
pensava quando agachada ali, durante de um
estranho, abria a boca e fechava os olhos.
MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA, in JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, nº 1110, de 17 de abril 2013
pensava quando agachada ali, durante de um
estranho, abria a boca e fechava os olhos.
MARIA DO ROSÁRIO PEDREIRA, in JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, nº 1110, de 17 de abril 2013
http://youtu.be/H1QunUv41gY
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