julguei que ser amigo era mais
do que estar à espera de um abraço
de estender a mão ao encontro de outra
de percorrer ,em conjunto ,a mesma estrada
de sentir na penumbra o barulho da tarde que cai
de nos precipitarmos ,lentos ,em direcção ao medo
de inventar o nome de um livro escrito a várias mãos
de lembrarmo.nos que ,inevitavelmente ,todos falhamos
de apagar os juízos obstinadamente colados a falsas lisonjas
de fixarmo.nos na experiente partilha de um saber accionado
sabendo que os sublinhados e os itálicos são parênteses do ócio
que não se reconhece quando esquecemos o gosto das coisas
simples
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