«Tenho sessenta anos. Não te iludas: não estou ainda bastante fraco para ceder às
imaginações do medo, quase tão absurdas como as da esperança e seguramente muito
mais penosas. Se fosse preciso enganar-me a mim mesmo, preferia que fosse no
sentido da confiança; não perderia mais com isso e sofreria menos. Este fim tão
próximo não é necessariamente imediato; deito-me ainda, todas as noites, com a
esperança de chegar à manhã seguinte.»
MARGUERITE YOURCENAR, in Memórias
de Adriano
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