«Melo Antunes – uma biografia política» de Maria Inácia Rezola
Quase 40 anos depois do «25 de Abril» a múltipla figura de Melo Antunes (1933-1999) surge neste livro de 774 páginas de texto mais 17 de fontes, bibliografia e índices. O prefácio de António Lobo Antunes começa com uma afirmação («Admirava a coragem, a rectidão, a honestidade») e prova que as
diferenças servem para unir: «Ele queria mudar a sociedade; eu, mais modesto, apenas queria mudar o mundo». Também para clarificar: «Ao contrário do que muitos supõem, o Ernesto não era um civil fardado: era profundamente militar».
Sendo este livro uma biografia pessoal acaba por transformar-se na biografia do processo político do nosso país (25 de Abril, 28 de Setembro, 11 de Março, 25 de Novembro) sem esquecer o programa do MFA e o Plano Económico de Melo Antunes, Silva Lopes, Rui Vilar e Victor Constâncio. Por aqui passam factos que não chegaram a acontecer (Governo Fabião) e outros que aconteceram mesmo como o
PRD e a sua grande actividade na UNESCO. Afirmou António Tabucchi: «Sem Melo Antunes Portugal continuaria a ser a sinistra prisão salazarista que conheci em
65 ou uma pequena Coreia como pretendiam os estalinistas em 75, com o seu inevitável escritor de regime». Melo Antunes sonhou sempre à sua maneira com um mundo mais justo: «Marxista de formação, sonhou com fórmulas mais avançadas de democracia. Mas foi a voz da moderação nos momentos mais radicai da Revolução e da consolidação da democracia portuguesa». Em relação às liberdades, Melo Antunes advertiu: «não devem ser só reservadas aos proletários mas extensivas a todas as camadas da população». E deixou um aviso com data de 1976 que se adapta aos tempos de hoje: «Nós não tememos o juízo da História; podemos, por isso, desprezar a
mediocridade dos fantoches do momento, que tão depressa passaram da prudência
dos bastidores para o arrojo da ribalta.»
Quase 40 anos depois do «25 de Abril» a múltipla figura de Melo Antunes (1933-1999) surge neste livro de 774 páginas de texto mais 17 de fontes, bibliografia e índices. O prefácio de António Lobo Antunes começa com uma afirmação («Admirava a coragem, a rectidão, a honestidade») e prova que as
diferenças servem para unir: «Ele queria mudar a sociedade; eu, mais modesto, apenas queria mudar o mundo». Também para clarificar: «Ao contrário do que muitos supõem, o Ernesto não era um civil fardado: era profundamente militar».
Sendo este livro uma biografia pessoal acaba por transformar-se na biografia do processo político do nosso país (25 de Abril, 28 de Setembro, 11 de Março, 25 de Novembro) sem esquecer o programa do MFA e o Plano Económico de Melo Antunes, Silva Lopes, Rui Vilar e Victor Constâncio. Por aqui passam factos que não chegaram a acontecer (Governo Fabião) e outros que aconteceram mesmo como o
PRD e a sua grande actividade na UNESCO. Afirmou António Tabucchi: «Sem Melo Antunes Portugal continuaria a ser a sinistra prisão salazarista que conheci em
65 ou uma pequena Coreia como pretendiam os estalinistas em 75, com o seu inevitável escritor de regime». Melo Antunes sonhou sempre à sua maneira com um mundo mais justo: «Marxista de formação, sonhou com fórmulas mais avançadas de democracia. Mas foi a voz da moderação nos momentos mais radicai da Revolução e da consolidação da democracia portuguesa». Em relação às liberdades, Melo Antunes advertiu: «não devem ser só reservadas aos proletários mas extensivas a todas as camadas da população». E deixou um aviso com data de 1976 que se adapta aos tempos de hoje: «Nós não tememos o juízo da História; podemos, por isso, desprezar a
mediocridade dos fantoches do momento, que tão depressa passaram da prudência
dos bastidores para o arrojo da ribalta.»
(Editora: Âncora, Prefácio. António Lobo Antunes, Capa: Sofia Lima)
Fonte: http://transportesentimental.blogs.sapo.pt/(José do Carmo Francisco)
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