Ser a moça mais linda do povoado.
Pisar, sempre contente, o mesmo trilho,
Ver descer sobre o ninho aconchegado
A bênção do Senhor em cada filho.
Um vestido de chita bem lavado,
Cheirando a alfazema e a tomilho...
- Com o luar matar a sede ao gado,
Dar às pombas o sol num grão de milho...
Ser pura como a água da cisterna,
Ter confiança numa vida eterna
Quando descer à "terra da verdade"...
Deus, dai-me esta calma, esta pobreza!
Dou por elas meu trono de Princesa,
E todos os meus Reinos de Ansiedade.
Florbela Espanca
O azulejo lava a sua luz
Tem o brilho
Do movimento exacto
Dos seus vestidos
...
E o seu rosto é limpo.
Com as suas próprias mãos
Sem acabar se acaricia.
A luz lava o brilho
Do azulejo. A luz o lava
No seu vestido
E o seu rosto é um.
Com as próprias mãos
O quebra e inicia.
Daniel Faria, Explicação das Árvores e de Outros Animais.
Avenida Infante Santo, Lisboa
Tem o brilho
Do movimento exacto
Dos seus vestidos
...
E o seu rosto é limpo.
Com as suas próprias mãos
Sem acabar se acaricia.
A luz lava o brilho
Do azulejo. A luz o lava
No seu vestido
E o seu rosto é um.
Com as próprias mãos
O quebra e inicia.
Daniel Faria, Explicação das Árvores e de Outros Animais.
Avenida Infante Santo, Lisboa
http://www.consciencia.org/a-arte-na-europa-no-seculo-xviii-historia-da-arte
Sem comentários:
Enviar um comentário