MMMMMMMM
http://youtu.be/Cr-Pl6oxekY
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Eduardo Paniagua: Poemas de la Alhambra (Andalusia - Spain - Arabic)
MMMM
http://youtu.be/g_ux-2e1FG0
http://youtu.be/g_ux-2e1FG0
Janine Jansen performs Bach's Adagio (First Sonata)
"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana." - (Carl Jung)
MMMM
http://youtu.be/_0FEXtupkp0
MMMM
http://youtu.be/_0FEXtupkp0
Só vale a pena amar aquilo que não tem preço.
«Falar de sexualidade remete-me para uma viagem ao passado, recheada de episódios que me fazem chegar ao dia de hoje feliz por lhes ter sobrevivido. Entristece-me o quão cedo começou essa jornada na minha vida, o quão cedo o medo passou a ser a minha sombra – ou eu a sua, não sei bem. Não me lembro de ter dito sim uma única vez, de me terem dado a escolher entre aquilo ou brincar com as minhas bonecas mas, lamentavelmente, lembro-me de tudo o que não quero. Fui participante à força e tomada da mesma forma. Poupo os mais sensíveis dos pormenores feios, tristes, dilacerantes. Seja lá o que for que vos passe pela cabecinha, foi isso tudo, no mesmo pacote promocional. Digo apenas que ser criança e viver coisas de adultos é confuso, humilhante, rasga tudo por dentro, sobretudo o prazer genuíno de se ser criança e poder sorver o mundo sem medo de abraçar. Dói de tanto que dói.
Quem é pai, mãe, avô, tio ou convive regularmente com crianças pequenas sabe que há uma fase em que a simples visualização de um beijo entre duas pessoas adultas apaixonadas as faz, com um esgar de absoluta repulsa, dizer – e cito - “que nojo”. Para uma criança esse grau de contacto físico parece ofensivo e completamente desnecessário. Uma inocente manifestação de carinho causa repulsa mas a violência exercida sobre o corpo e a psique, que faz chorar a alma, é mil vezes pior. Descobrir em tenra idade que afinal os adultos são mesmo nojentos, que nos fazem descobrir funções da nossa anatomia que nunca imaginamos ter, que nos tocam de uma forma que faz doer e assusta, é viver entre bemóis e sustenidos de uma peça perversa, sem saber tocar um único instrumento. E sem duplos para as cenas perigosas. Aprendi cedo que os homens batem, massacram, torturam, mordem, gritam, choram. E que muita coisa pode durar anos a fio debaixo do olhar dos nossos protetores mas completamente fora do seu radar. Aprendi que o amor dói. Permiti que o silêncio que calou o grito da minha alma, albergasse durante décadas a minha sentida culpa sobre todos esses acontecimentos. O meu filtro masculino ficou finalmente conspurcado na sua capacidade de depurar. As mais doces palavras, o mais gentil dos sorrisos, o abraço mais caloroso, o maior “amor” do mundo, podiam ser todos parte de um falso cartão-de-visita de quem se anunciava apenas para, de seguida, entrar de rompante e varrer tudo à sua passagem.
No entanto, apesar de ter conhecido alguns espécimes masculinos que não recomendaria a ninguém, sempre senti uma certa urticária nas conversas rematadas com “os homens são todos iguais”. Recuso-me a acreditar na teoria de que os homens são todos desonestos, incapazes de viver em plenitude, com lealdade e em paz. Não posso dizer que sei o que é ser um homem e não posso opinar sobre a forma como se veem uns aos outros; mas sei o que é ser mulher. E, deste lado da barricada, afirmo sem qualquer hesitação que há mulheres e mulheres. Logo, há homens e homens. Há pessoas, formas de estar, de viver, de sentir o outro e a si próprio. E nenhuma dessas condições é apanágio de género, raça ou orientação sexual. Apesar das provas irrefutáveis da ciência que nos definem enquanto homens e mulheres, há valores como a lealdade que não estão circunscritos ao ADN masculino ou feminino.
Perguntaram-me uma vez como raio podia “defender” os homens quando a vida me havia mostrado que nenhum deles era “confiável”. Lenta e demoradamente, desfiz o claro equívoco. Em primeiro lugar, a amostra recolhida da minha história de vida não era suficiente para que eu considerasse todos os homens pouco merecedores da minha confiança. Em segundo lugar, a mesma vida que me tinha permitido viver tudo aquilo, também me havia brindado com a presença de bons homens, de almas que transcendiam a mediocridade do mundano e me tocavam, sem beliscar. Foi tudo isso que me impediu de amargar e desistir. Um dia conheci um homem que me mostrou, por A mais B, que alguém me podia amar, reciprocamente, com honestidade e paixão, durante anos a fio. Que me despiu sem violentar e me vestiu a alma, com um profundo carinho, quando os meus fantasmas insidiosamente a desnudavam. Um homem com quem eu não tinha de ter medo e viver em estado de constante alerta. Alguém para quem a fidelidade não era um dever mas sim uma escolha, a melhor de todas, quando se tem o melhor de tudo. Embora não estejamos juntos, estar-lhe-ei para sempre grata por me ter feito acreditar no amor até aos dias de hoje. Por isso, se homens me feriram, homens me salvaram da irreversibilidade autodecretada que dita o fim do amor e da esperança. Acredito que há homens e homens. Há mulheres e mulheres. Há pessoas magníficas no mundo, todos os dias feridas por gente para quem o centro do mundo é o seu próprio umbigo.
Não posso jamais afirmar que os homens são todos iguais porque devo a um homem o resgate da minha alma e a capacidade de continuar a sonhar. Devo a mais uns quantos homens a partilha genuína da amizade não adulterada e o restabelecer da confiança que purifica a pele e os afetos.
Escrevo hoje para esses homens, para que nunca deixem de ser quem são, para que tenham consciência do seu valor, mesmo que a vida também os magoe, aqui e ali. Obrigada por todos os dias me mostrarem que só vale a pena amar aquilo que não tem preço.»
Alexandra Vaz
Fonte:
milrazoes.blogs.sapo.pt/
http://youtu.be/6W-btva6BPU
Quem é pai, mãe, avô, tio ou convive regularmente com crianças pequenas sabe que há uma fase em que a simples visualização de um beijo entre duas pessoas adultas apaixonadas as faz, com um esgar de absoluta repulsa, dizer – e cito - “que nojo”. Para uma criança esse grau de contacto físico parece ofensivo e completamente desnecessário. Uma inocente manifestação de carinho causa repulsa mas a violência exercida sobre o corpo e a psique, que faz chorar a alma, é mil vezes pior. Descobrir em tenra idade que afinal os adultos são mesmo nojentos, que nos fazem descobrir funções da nossa anatomia que nunca imaginamos ter, que nos tocam de uma forma que faz doer e assusta, é viver entre bemóis e sustenidos de uma peça perversa, sem saber tocar um único instrumento. E sem duplos para as cenas perigosas. Aprendi cedo que os homens batem, massacram, torturam, mordem, gritam, choram. E que muita coisa pode durar anos a fio debaixo do olhar dos nossos protetores mas completamente fora do seu radar. Aprendi que o amor dói. Permiti que o silêncio que calou o grito da minha alma, albergasse durante décadas a minha sentida culpa sobre todos esses acontecimentos. O meu filtro masculino ficou finalmente conspurcado na sua capacidade de depurar. As mais doces palavras, o mais gentil dos sorrisos, o abraço mais caloroso, o maior “amor” do mundo, podiam ser todos parte de um falso cartão-de-visita de quem se anunciava apenas para, de seguida, entrar de rompante e varrer tudo à sua passagem.
No entanto, apesar de ter conhecido alguns espécimes masculinos que não recomendaria a ninguém, sempre senti uma certa urticária nas conversas rematadas com “os homens são todos iguais”. Recuso-me a acreditar na teoria de que os homens são todos desonestos, incapazes de viver em plenitude, com lealdade e em paz. Não posso dizer que sei o que é ser um homem e não posso opinar sobre a forma como se veem uns aos outros; mas sei o que é ser mulher. E, deste lado da barricada, afirmo sem qualquer hesitação que há mulheres e mulheres. Logo, há homens e homens. Há pessoas, formas de estar, de viver, de sentir o outro e a si próprio. E nenhuma dessas condições é apanágio de género, raça ou orientação sexual. Apesar das provas irrefutáveis da ciência que nos definem enquanto homens e mulheres, há valores como a lealdade que não estão circunscritos ao ADN masculino ou feminino.
Perguntaram-me uma vez como raio podia “defender” os homens quando a vida me havia mostrado que nenhum deles era “confiável”. Lenta e demoradamente, desfiz o claro equívoco. Em primeiro lugar, a amostra recolhida da minha história de vida não era suficiente para que eu considerasse todos os homens pouco merecedores da minha confiança. Em segundo lugar, a mesma vida que me tinha permitido viver tudo aquilo, também me havia brindado com a presença de bons homens, de almas que transcendiam a mediocridade do mundano e me tocavam, sem beliscar. Foi tudo isso que me impediu de amargar e desistir. Um dia conheci um homem que me mostrou, por A mais B, que alguém me podia amar, reciprocamente, com honestidade e paixão, durante anos a fio. Que me despiu sem violentar e me vestiu a alma, com um profundo carinho, quando os meus fantasmas insidiosamente a desnudavam. Um homem com quem eu não tinha de ter medo e viver em estado de constante alerta. Alguém para quem a fidelidade não era um dever mas sim uma escolha, a melhor de todas, quando se tem o melhor de tudo. Embora não estejamos juntos, estar-lhe-ei para sempre grata por me ter feito acreditar no amor até aos dias de hoje. Por isso, se homens me feriram, homens me salvaram da irreversibilidade autodecretada que dita o fim do amor e da esperança. Acredito que há homens e homens. Há mulheres e mulheres. Há pessoas magníficas no mundo, todos os dias feridas por gente para quem o centro do mundo é o seu próprio umbigo.
Não posso jamais afirmar que os homens são todos iguais porque devo a um homem o resgate da minha alma e a capacidade de continuar a sonhar. Devo a mais uns quantos homens a partilha genuína da amizade não adulterada e o restabelecer da confiança que purifica a pele e os afetos.
Escrevo hoje para esses homens, para que nunca deixem de ser quem são, para que tenham consciência do seu valor, mesmo que a vida também os magoe, aqui e ali. Obrigada por todos os dias me mostrarem que só vale a pena amar aquilo que não tem preço.»
Alexandra Vaz
Fonte:
milrazoes.blogs.sapo.pt/
http://youtu.be/6W-btva6BPU
Mysterious Island (1961) (pt)
MMMMMM
Durante a Guerra Civil nos EUA, prisioneiros de guerra da União fogem em um balão e acabam presos numa ilha do Pacifico Sul, habitadas por animais e plantas gigantes -- Baseado na obra de Jules Verne - Titulo Original: Mysterious Island (1961)
http://www.youtube.com/watch?v=TfPDsV... http://youtu.be/TfPDsVFk7uQ
Durante a Guerra Civil nos EUA, prisioneiros de guerra da União fogem em um balão e acabam presos numa ilha do Pacifico Sul, habitadas por animais e plantas gigantes -- Baseado na obra de Jules Verne - Titulo Original: Mysterious Island (1961)
http://www.youtube.com/watch?v=TfPDsV... http://youtu.be/TfPDsVFk7uQ
Arvo Pärt: Contemporary Composition - Fratres for Cello and Piano
MMMMMMMMMMM
http://youtu.be/zuAQ7j7EQV4
http://youtu.be/zuAQ7j7EQV4
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Dhafer Youssef -Whirling Birds Ceremony- Last track from new album Birds Requiem
MMMM
http://youtu.be/ePPncJKUoGo
http://youtu.be/ePPncJKUoGo
the Murder Of Crows
the Murder Of Crows
What an incredible, immersive sound work by Janet Cardiff and George Bures Miller - very filmic. It's currently installed in the former drill hall of the Park Avenue Armory in New York which is a particularly atmospheric setting for the piece (not the same venue as the youtube clip). I really liked the fact that you experience the work differently depending on where you are and how you move around the room.
Six short excerpts from a 30 minute audio installation by Janet Cardiff and George Bures Miller. Here it is seen installed at the Hamburger Bahnhof-Museum für Gegenwart in Berlin, Germany in the spring of 2009.
Ninety-eight audio speakers fill the space, mounted on stands, chairs, and hung from the the roof. The structure of the piece tries to mirror that of the illogical but connected juxtapositions that people experience in the dream world. One soundscape moves into another; an electronic dreamscape composition shifting into sound effects such as factory noises, crashing waves or birds wings and then into a guitar and strings composition then into a choir sequence and marching band. Intermingled with this are 3 horrific dreams narrated by Janet's voice coming out of the central gramophone horn.
This installation was made possible with the generous support of Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Vienna, Freunde Guter Musik e.V. Berlin, The Canada Council, and Bowers & Wilkins Speakers.
Credits:
Compositions
Lightness and Weight: composed by Frieda Abtan (not heard in this clip)
Traditional Tibetan Prayer: performed by the Nuns from Thrangu Tara Abbey, Kathmandu, Nepal (1st clip)
Bad Foot March: composed by Tilman Ritter, Orion Miller, J. Cardiff and G. B. Miller (2nd Clip)
The Sacred War: composed by Aleksandr Aleksandrov, words: Vasily Lebedev-Kumach (3rd Clip)
Murder of Crows Aria: music: Tilman Ritter, words: J. Cardiff and G.B. Miller (6th clip)
Dread: composed by Tilman RItter (not heard in this clip)
Crows Did Fly (Kathmandu Lullaby): composed by George Bures Miller (not heard in this clip)
Guitars: Orion Miller, Jeff Person, Titus Maderlechner
Bass: Orissa Miller
Drums: Titus Maderlechner
Piano: Tilmann Ritter
Singers: Michael Mueller, Sophia Brickwell, Ana Pinto, Anna Retczak, Alexander Steinbrecher, Urmas Pevgonen, Sergej Prjahin, Sergej Shafranovich, Valerij Pysarenko, Dmitri Plotnikov, Nikolaj Pavlenko, Andrej Malynk
All orchestral arrangements by Tilman Ritter, performed by the Babelsberg Film Orchestra, conducted by Günter Joseck,
Choir conducted by Victor Skriptchenko ("Sacred War") and Tilmann Ritter ("Aria")
Additional Orchestration: Thomas Stöwer
Recording, sound mixing and sound design: Titus Maderlechner
http://youtu.be/CKBxLX7bZZQ No Need To Worry
What an incredible, immersive sound work by Janet Cardiff and George Bures Miller - very filmic. It's currently installed in the former drill hall of the Park Avenue Armory in New York which is a particularly atmospheric setting for the piece (not the same venue as the youtube clip). I really liked the fact that you experience the work differently depending on where you are and how you move around the room.
Six short excerpts from a 30 minute audio installation by Janet Cardiff and George Bures Miller. Here it is seen installed at the Hamburger Bahnhof-Museum für Gegenwart in Berlin, Germany in the spring of 2009.
Ninety-eight audio speakers fill the space, mounted on stands, chairs, and hung from the the roof. The structure of the piece tries to mirror that of the illogical but connected juxtapositions that people experience in the dream world. One soundscape moves into another; an electronic dreamscape composition shifting into sound effects such as factory noises, crashing waves or birds wings and then into a guitar and strings composition then into a choir sequence and marching band. Intermingled with this are 3 horrific dreams narrated by Janet's voice coming out of the central gramophone horn.
This installation was made possible with the generous support of Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Vienna, Freunde Guter Musik e.V. Berlin, The Canada Council, and Bowers & Wilkins Speakers.
Credits:
Compositions
Lightness and Weight: composed by Frieda Abtan (not heard in this clip)
Traditional Tibetan Prayer: performed by the Nuns from Thrangu Tara Abbey, Kathmandu, Nepal (1st clip)
Bad Foot March: composed by Tilman Ritter, Orion Miller, J. Cardiff and G. B. Miller (2nd Clip)
The Sacred War: composed by Aleksandr Aleksandrov, words: Vasily Lebedev-Kumach (3rd Clip)
Murder of Crows Aria: music: Tilman Ritter, words: J. Cardiff and G.B. Miller (6th clip)
Dread: composed by Tilman RItter (not heard in this clip)
Crows Did Fly (Kathmandu Lullaby): composed by George Bures Miller (not heard in this clip)
Guitars: Orion Miller, Jeff Person, Titus Maderlechner
Bass: Orissa Miller
Drums: Titus Maderlechner
Piano: Tilmann Ritter
Singers: Michael Mueller, Sophia Brickwell, Ana Pinto, Anna Retczak, Alexander Steinbrecher, Urmas Pevgonen, Sergej Prjahin, Sergej Shafranovich, Valerij Pysarenko, Dmitri Plotnikov, Nikolaj Pavlenko, Andrej Malynk
All orchestral arrangements by Tilman Ritter, performed by the Babelsberg Film Orchestra, conducted by Günter Joseck,
Choir conducted by Victor Skriptchenko ("Sacred War") and Tilmann Ritter ("Aria")
Additional Orchestration: Thomas Stöwer
Recording, sound mixing and sound design: Titus Maderlechner
http://youtu.be/CKBxLX7bZZQ No Need To Worry
Murder of Crows
MMMMM
This is from the first ever show by the duo known as "The Murder of Crows." The murder, which consists of Alan Sparhawk and Gaelynn Lea, usually plays long, wilting, (mostly) instrumentals that somehow engage the mind and soul in ways that cannot be explained. The result of this musical alchemy is a life-altering experience that binds the audience and performers to an unforgetable moment in time. If you would like to create a moment of your own, the Murder and Mary Bue will be playing a monumental show at the Amazing Grace Bakery and Cafe on Feb. 3rd at 8pm. I've already purchased my tickets. Why haven't you? This amazing musical experience was filmed at Beaners Central in Duluth, MN by Little Shooters Documentary and Film, and edited by Little Shooters. Front End sound, and Mastered Audio was provided by Mike Guello, while Dan Dresser engineered the audio recording. To fully enjoy this video, be sure to watch in 720P HD mode. If you like what I post, come and visit Beaners Central in Duluth, MN. Live music is available Wednesday, Friday, and Saturday night, not to mention random shows from time to time. With the great drinks, fantastic food, and charming staff, there is no reason to avoid this pillar of the Duluth music scene. To learn what shows are on the horizon,,
visit http://www.beanerscentral.com/
http://youtu.be/5xeypONwIZM
This is from the first ever show by the duo known as "The Murder of Crows." The murder, which consists of Alan Sparhawk and Gaelynn Lea, usually plays long, wilting, (mostly) instrumentals that somehow engage the mind and soul in ways that cannot be explained. The result of this musical alchemy is a life-altering experience that binds the audience and performers to an unforgetable moment in time. If you would like to create a moment of your own, the Murder and Mary Bue will be playing a monumental show at the Amazing Grace Bakery and Cafe on Feb. 3rd at 8pm. I've already purchased my tickets. Why haven't you? This amazing musical experience was filmed at Beaners Central in Duluth, MN by Little Shooters Documentary and Film, and edited by Little Shooters. Front End sound, and Mastered Audio was provided by Mike Guello, while Dan Dresser engineered the audio recording. To fully enjoy this video, be sure to watch in 720P HD mode. If you like what I post, come and visit Beaners Central in Duluth, MN. Live music is available Wednesday, Friday, and Saturday night, not to mention random shows from time to time. With the great drinks, fantastic food, and charming staff, there is no reason to avoid this pillar of the Duluth music scene. To learn what shows are on the horizon,,
visit http://www.beanerscentral.com/
http://youtu.be/5xeypONwIZM
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Outono das tardes silenciosas...
Caem as folhas mortas sobre o lago.
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio...olha anoitece
-Brunas longínquas do País vago
Veludos a ondear... Mistério mago...
Encantamento...A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago.
Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados.
Vestes a Terra inteira de esplendor.
Outono das tardes silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que soluço a delirar de amor.
Florbela Espanca
MMMMMMMM
http://youtu.be/lidlEmg2BEw
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio...olha anoitece
-Brunas longínquas do País vago
Veludos a ondear... Mistério mago...
Encantamento...A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago.
Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados.
Vestes a Terra inteira de esplendor.
Outono das tardes silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que soluço a delirar de amor.
Florbela Espanca
MMMMMMMM
http://youtu.be/lidlEmg2BEw
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
CSO Verdi Requiem - October 10, 2013
MMMMMMMM
(versos de Francisco José Craveiro de Carvalho)
Quando a vedeta acusou
o marido matemático
de maus tratos
subiram ao palco
todos os alvoroçados.
A ex-mulher
em papel secundário claro
correspondeu com empenho.
Separar-se fora um erro.
Descobrira gostar de um homem
que a sovasse.
(para Teresa Martins Marques
Music Director Riccardo Muti, continuing the great Italian operatic conducting tradition, leads the combined forces of the Chicago Symphony Orchestra and Chorus in concerts celebrating Verdi's 200th birthday.
http://youtu.be/lMWQBwFb98Q
(versos de Francisco José Craveiro de Carvalho)
Quando a vedeta acusou
o marido matemático
de maus tratos
subiram ao palco
todos os alvoroçados.
A ex-mulher
em papel secundário claro
correspondeu com empenho.
Separar-se fora um erro.
Descobrira gostar de um homem
que a sovasse.
(para Teresa Martins Marques
Music Director Riccardo Muti, continuing the great Italian operatic conducting tradition, leads the combined forces of the Chicago Symphony Orchestra and Chorus in concerts celebrating Verdi's 200th birthday.
http://youtu.be/lMWQBwFb98Q
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Michael Franks Sleeping Gypsy
MMMMMMMMMMM
Sleeping Gypsy
Track Listing:
1. The Lady Wants to Know
2. I Really Hope It's You
3. In the Eye of the Storm
4. B'wana-He No Home
5. Don't Be Blue
6. Antonio's Song (The Rainbow)
7. Chain Reaction
8. Down in Brazil
http://youtu.be/IAYUh1ytWLU
Sleeping Gypsy
Track Listing:
1. The Lady Wants to Know
2. I Really Hope It's You
3. In the Eye of the Storm
4. B'wana-He No Home
5. Don't Be Blue
6. Antonio's Song (The Rainbow)
7. Chain Reaction
8. Down in Brazil
http://youtu.be/IAYUh1ytWLU
domingo, 27 de outubro de 2013
Sarah Jaffe - Pretender
MMMMMMMMMM
Here's your chance
I give you what you want
I am a giver
Here's your chance
To tell me what you want
I'm a forgiver
When nobody's around
I try not to care
I must deliver
When nobody is home
I will not get the door
I'm a pretender
Here's your chance
I give you what you want
I am a giver
Here's your chance
To tell me what you want
I'm a forgiver
When nobody's around
I try not to care
I must deliver
When nobody is home
I will not get the door
I'm a pretender
So here we stand
Like flowers in the cold
Wilt and wither
Here's your chance
Tell me what you want
I'm a forgiver
http://youtu.be/ywVRaEvK24k
Here's your chance
I give you what you want
I am a giver
Here's your chance
To tell me what you want
I'm a forgiver
When nobody's around
I try not to care
I must deliver
When nobody is home
I will not get the door
I'm a pretender
Here's your chance
I give you what you want
I am a giver
Here's your chance
To tell me what you want
I'm a forgiver
When nobody's around
I try not to care
I must deliver
When nobody is home
I will not get the door
I'm a pretender
So here we stand
Like flowers in the cold
Wilt and wither
Here's your chance
Tell me what you want
I'm a forgiver
http://youtu.be/ywVRaEvK24k
sábado, 26 de outubro de 2013
Por que é que o queijo é bom para você?
«Acqua, sale e latte: sono questi gli ingredienti di qualsiasi formaggio, dal Parmigiano Reggiano all’Emmental, dalla Fontina al Pecorino. Quello che li differenzia l’uno dall’altro è il tipo di lavorazione e la stagionatura. In Italia si contano più di 400 tipi di formaggi: non c’è che l’imbarazzo della scelta. Ma oltre a soddisfare il palato, sapevate che i formaggi fanno anche bene alla salute?Come tutti sanno, i formaggi contengono una considerevole quantità di calcio, che aiuta la strutturazione delle ossa dei bambini e contribuisce a prevenire osteoporosi in età avanzata. I formaggi più ricchi di calcio sono Grana Padano, Parmigiano Reggiano ed Emmental.
Se invece il vostro problema sono stress e insonnia, sappiate che il formaggio può esservi utile almeno quanto una tazza di camomilla calda: formaggi come il Cheddar o l’Edamer contengono triptofano, una aminoacido che aiuta a rilassarsi e a scivolare dolcemente tra le braccia di Morfeo.I benefici dei formaggi sulla nostra salute sono evidenti, eppure spesso vengono visti di cattivo occhio per il loro contenuto di grassi. Eliminarli dalla nostra dieta significherebbero però rinunciare, oltre a un gusto unico, anche a un’indispensabile fonte di energia per il nostro organismo. L’ideale è consumarne due o tre volte a settimana: circa 50 g di formaggio stagionato o 100 g di formaggi freschi a pasto. I formaggi stagionati contengono aminoacidi liberi che vengono assimilati più facilmente dal nostro organismo. Scegliete dunque il formaggio che vi piace di più, sapendo che oltre alla gola farete contento anche il resto del vostro organismo.»
http://it.lifestyle.yahoo.com/blog/ogni-occasione-e-buona/perche-il-formaggio-fa-bene--103421390.html?vp=1
Água, sal e leite : estes são os ingredientes de qualquer queijo Parmigiano Reggiano do Emmental , Fontina do Pecorino . O que os diferencia um do outro é o tipo de usinagem e os temperos . Na Itália, existem mais de 400 tipos de queijo : não há muitas possibilidades de escolha . Mas, além de satisfazer o paladar , você sabe que os queijos também são bons para sua saúde? Como todos sabem , o queijo contém uma quantidade considerável de cálcio , o que ajuda na estruturação dos ossos das crianças e ajuda a prevenir a osteoporose na velhice. Os queijos são mais ricos em cálcio Grana Padano , Parmigiano Reggiano e Emmental .
Outro mineral presente no queijo é o fósforo, que por sua vez ajuda a fortalecer o sistema esquelético. Então, existe o potássio bom para o sistema cardiovascular, o regulador de pressão efectiva e indispensável antídoto contra cãibras musculares. Ossos, músculos e coração não são os únicos a se beneficiar dos órgãos do queijo . A vitamina A está presente principalmente na provolone , queijo gruyere no queijo e é um grande aliado na sua visão , pele e sistema immunitario.State procurando uma maneira de combater o envelhecimento ? Além cospargevi de cremes e loções pode saborear alguns dos Pecorino e beneficiar dos efeitos da vitamina E , o que pode contrariar o envelhecimento pela neutralização (como cremes ) radicais livres.Se o seu problema é o estresse e insônia, sei que o queijo pode ser útil , pelo menos tanto quanto uma xícara de chá de camomila quente: queijos como o Cheddar ou queijo Edam contêm triptofano, um aminoácido que ajuda a relaxar e deslizar suavemente nos braços de Morfeu . Os benefícios dos queijos na nossa saúde são óbvias, mas muitas vezes são vistos em um olho ruim para seu teor de gordura . Eliminá-los a partir de nossa dieta significaria desistir , bem como um sabor único , também uma fonte indispensável de energia para o nosso corpo . O ideal é consumir duas ou três vezes por semana: cerca de 50 g de queijo duro ou 100 g de farinha de queijo fresco. O queijo contêm aminoácidos que são mais facilmente assimilados pelo organismo. Então, escolha o queijo que você mais gosta , sabendo que você vai fazer bem na garganta também feliz o resto do seu corpo.
Fabrizio de André - La cattiva strada
MMMMMMMMM
Alla parata militare
sputò negli occhi a un innocente
e quando lui chiese "Perché "
lui gli rispose "Questo è niente
e adesso è ora che io vada"
e l'innocente lo seguì,
senza le armi lo seguì
sulla sua cattiva strada.
Sui viali dietro la stazione
rubò l'incasso a una regina
e quando lei gli disse "Come "
lui le risposte "Forse è meglio è come prima
forse è ora che io vada "
e la regina lo seguì
col suo dolore lo seguì
sulla sua cattiva strada.
E in una notte senza luna
truccò le stelle ad un pilota
quando l'aeroplano cadde
lui disse "È colpa di chi muore
comunque è meglio che io vada "
ed il pilota lo seguì
senza le stelle lo seguì
sulla sua cattiva strada.
A un diciottenne alcolizzato
versò da bere ancora un poco
e mentre quello lo guardava
lui disse "Amico ci scommetto stai per dirmi
adesso è ora che io vada"
l'alcolizzato lo capì
non disse niente e lo seguì
sulla sua cattiva strada.
Ad un processo per amore
baciò le bocche dei giurati
e ai loro sguardi imbarazzati
rispose "Adesso è più normale
adesso è meglio, adesso è giusto, giusto, è giusto
che io vada "
ed i giurati lo seguirono
a bocca aperta lo seguirono
sulla sua cattiva strada,
sulla sua cattiva strada.
E quando poi sparì del tutto
a chi diceva "È stato un male"
a chi diceva "È stato un bene "
raccomandò "Non vi conviene
venir con me dovunque vada,
ma c'è amore un po' per tutti
e tutti quanti hanno un amore
sulla cattiva strada
sulla cattiva strada.
http://youtu.be/46OWji8vkPg
Alla parata militare
sputò negli occhi a un innocente
e quando lui chiese "Perché "
lui gli rispose "Questo è niente
e adesso è ora che io vada"
e l'innocente lo seguì,
senza le armi lo seguì
sulla sua cattiva strada.
Sui viali dietro la stazione
rubò l'incasso a una regina
e quando lei gli disse "Come "
lui le risposte "Forse è meglio è come prima
forse è ora che io vada "
e la regina lo seguì
col suo dolore lo seguì
sulla sua cattiva strada.
E in una notte senza luna
truccò le stelle ad un pilota
quando l'aeroplano cadde
lui disse "È colpa di chi muore
comunque è meglio che io vada "
ed il pilota lo seguì
senza le stelle lo seguì
sulla sua cattiva strada.
A un diciottenne alcolizzato
versò da bere ancora un poco
e mentre quello lo guardava
lui disse "Amico ci scommetto stai per dirmi
adesso è ora che io vada"
l'alcolizzato lo capì
non disse niente e lo seguì
sulla sua cattiva strada.
Ad un processo per amore
baciò le bocche dei giurati
e ai loro sguardi imbarazzati
rispose "Adesso è più normale
adesso è meglio, adesso è giusto, giusto, è giusto
che io vada "
ed i giurati lo seguirono
a bocca aperta lo seguirono
sulla sua cattiva strada,
sulla sua cattiva strada.
E quando poi sparì del tutto
a chi diceva "È stato un male"
a chi diceva "È stato un bene "
raccomandò "Non vi conviene
venir con me dovunque vada,
ma c'è amore un po' per tutti
e tutti quanti hanno un amore
sulla cattiva strada
sulla cattiva strada.
http://youtu.be/46OWji8vkPg
Não me peçam razões
"Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir."
José Saramago, em Os Poemas Possíveis
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.
Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.
Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir."
José Saramago, em Os Poemas Possíveis
"Hoje podes deitar-te na minha cama"
"Hoje podes deitar-te na minha cama
e contar-me mentiras - dizer, não sei,
que o amor tem a forma da minha mão
ou que os meus beijos são perguntas que
não queres que ninguém te faça senão
eu; que as flores bordadas na dobra do
meu lençol são de jardins perfeitos que
antes só existiam nos teus sonhos; e que
na curva dos meus braços as horas são
mais pequenas do que uma voz que no
escuro se apagasse. Hoje podes rasgar
cidades no mapa do meu corpo e
inventar que descobriste um continente
novo - uma pátria solar onde gostavas
de morrer e ter nascido. Eu não me
importo com nada do que me digas esta
noite: amo-te, e amar-te é reconhecer o
pólen excessivo das corolas, o seu vermelho
impossível. Mas amanhã, antes de partires,
não digas nada, não me beijes nas costas
do meu sono. Leva-me contigo para sempre
ou deixa-me dormir - eu não quero ser
apenas um nome deitado entre outros nomes."
Maria do Rosário Pedreira
http://celaviewithme.blogspot.pt/
e contar-me mentiras - dizer, não sei,
que o amor tem a forma da minha mão
ou que os meus beijos são perguntas que
não queres que ninguém te faça senão
eu; que as flores bordadas na dobra do
meu lençol são de jardins perfeitos que
antes só existiam nos teus sonhos; e que
na curva dos meus braços as horas são
mais pequenas do que uma voz que no
escuro se apagasse. Hoje podes rasgar
cidades no mapa do meu corpo e
inventar que descobriste um continente
novo - uma pátria solar onde gostavas
de morrer e ter nascido. Eu não me
importo com nada do que me digas esta
noite: amo-te, e amar-te é reconhecer o
pólen excessivo das corolas, o seu vermelho
impossível. Mas amanhã, antes de partires,
não digas nada, não me beijes nas costas
do meu sono. Leva-me contigo para sempre
ou deixa-me dormir - eu não quero ser
apenas um nome deitado entre outros nomes."
Maria do Rosário Pedreira
http://celaviewithme.blogspot.pt/
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
"Mostrando cães como você nunca viu'
MMMM
'Martin Clunes narra nesta comovente e revelador filme Trazendo cães como você nunca viu' em diante. Usando a tecnologia state-of-the-art - incluindo algumas surpreendentes imagens em câmera lenta - vamos descobrir como o nosso animal favorito vê, cheira e experimenta o seu mundo muito diferente. Siga a vida de um filhote de cachorro bonito desde o nascimento até às TIC própria gravidez, e ouvir relatos pessoais de cães que salvaram vidas, casamentos e doenças detectadas reconstruídas. Parte história natural, ciência e pura mão celebração do melhor amigo do homem,o cão, este programa destaca apenas como os cães são verdadeiramente extraordinários.
'Martin Clunes narrates this heart-warming and revealing film, bringing you dogs as you've never seen them before. Using state-of-the-art technology - including some amazing slow motion footage - we find out how our favourite animal sees, smells and experiences its very different world. Follow the life of a cute puppy from birth through to its own pregnancy, and hear personal accounts of dogs that have saved lives, rebuilt marriages and detected diseases. Part natural history, part science and part pure celebration of man's best friend, this programme highlights just how extraordinary dogs truly are.'
http://youtu.be/16IxqJ7_M8Q
'Martin Clunes narra nesta comovente e revelador filme Trazendo cães como você nunca viu' em diante. Usando a tecnologia state-of-the-art - incluindo algumas surpreendentes imagens em câmera lenta - vamos descobrir como o nosso animal favorito vê, cheira e experimenta o seu mundo muito diferente. Siga a vida de um filhote de cachorro bonito desde o nascimento até às TIC própria gravidez, e ouvir relatos pessoais de cães que salvaram vidas, casamentos e doenças detectadas reconstruídas. Parte história natural, ciência e pura mão celebração do melhor amigo do homem,o cão, este programa destaca apenas como os cães são verdadeiramente extraordinários.
'Martin Clunes narrates this heart-warming and revealing film, bringing you dogs as you've never seen them before. Using state-of-the-art technology - including some amazing slow motion footage - we find out how our favourite animal sees, smells and experiences its very different world. Follow the life of a cute puppy from birth through to its own pregnancy, and hear personal accounts of dogs that have saved lives, rebuilt marriages and detected diseases. Part natural history, part science and part pure celebration of man's best friend, this programme highlights just how extraordinary dogs truly are.'
http://youtu.be/16IxqJ7_M8Q
A HORA DA PARTIDA
A HORA DA PARTIDA
A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.
Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.
Sophia de Mello Breyner Andresen
http://sonheicontigo.no.sapo.pt/Poemas/Poemas.htm
A hora da partida soa quando
Escurece o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.
Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.
Sophia de Mello Breyner Andresen
http://sonheicontigo.no.sapo.pt/Poemas/Poemas.htm
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
DOZE NOTAS SOBRE LITERATURA EM TOM DE PRECEITO
Mário de Carvalho
(3000 caract)
DOZE NOTAS SOBRE LITERATURA EM TOM DE PRECEITO
1) Comece o escritor por ser um leitor curioso, variado e insaciável, capaz de ser «autor dos livros que lê», na expressão esclarecida de Óscar Lopes.
DOZE NOTAS SOBRE LITERATURA EM TOM DE PRECEITO
1) Comece o escritor por ser um leitor curioso, variado e insaciável, capaz de ser «autor dos livros que lê», na expressão esclarecida de Óscar Lopes.
2) Há coisas que não se escrevem, nem sob tortura. Frases como um «rapaz alto e espadaúdo», «lábios vermelhos como cerejas», ou incipits como «tudo começou quando», são admissíveis em clave de ironia ou de apelo à cumplicidade do leitor. Se não, revelam o autor ingénuo, em demanda de leitor apropriado.
3) Aprenda-se com os mestres. Ainda com aqueles de quem não se goste, ou com quem não existam afinidades de imaginário, prosa ou família literária. Quer para os rejeitar (ou exorcizar) ou para os incorporar, impõe-se não serem esquecidos. A literatura não se inventa a cada instante. Reinventa-se.
4) As neves de antanho são despachadas a derreter. Em menos de uma geração estalam e desfazem-se as gloríolas literárias. É sensato ser circunspecto, quer em relação ao sucesso próprio, quer ao dos outros. Têm vocação de fugazes e frágeis.
5) Nunca se deve lisonjear o leitor. Apostar na moda é condenar-se àquilo que já passou.
6) Guardar-se de palavras fortes sobre a matéria, tais como «fulgor», «assombro» e «sublime» e adjectivos derivados. A literatura e a arte situam-se nas zonas do indizível a que as palavras não chegam. Por isso elas descaem, quando são forçadas.
7) A literatura não é sagrada, nem precisa de altares, santinhos, beatos e beatas. Mesmo o texto mais solene e dorido tem um fio lúdico que bule com o entranhado instinto de jogo dos humanos.
8)Há que valorizar o ofício, a técnica, a velha techné dos antigos, o domínio cuidado e rigoroso sobre os materiais. Essa é a arte em que falavam os Gregos, emparelhada com o engenho, ou inventiva.
9) As teorizações e doutrinas vêm após o texto e exercem-se sobre ele. Quando se tenta o contrário, nem sempre dá bom resultado. Está para se saber se uma hiperconsciência do texto será ou não inibidora.
10) A língua com que trabalhamos apresenta variadíssimas panóplias de recursos. Nenhum deles está vedado ao autor que pode, até, escolher as soluções mais rudimentares. Mas que o texto resulte sempre de uma opção livre e não de uma ignorância limitadora.
11) Considerar que no jardim do Senhor há muitas tendas, como diz a Bíblia algures, ou, se não diz, podia dizer. Com os outros, aprende-se sempre alguma coisa. Pode ser que a criação de espaço e as demarcações impliquem algum alarido. Mas ponderadas em termos históricos, para já não dizer sub species aeternitatis, soam um bocado a chocalho. Pode, aliás, ser um bom exercício formativo, o de encontrar qualidade naquilo de que se não gosta.
12) Todas as firmações peremptórias sobre literatura estão erradas. E, como no célebre paradoxo do cretense, se calhar, esta também está errada. Bem como as anteriores. Mas não deixa de ser curioso verificar que o gosto da frase bombástica e assertiva denuncia desde logo o outsider ou o parvenu.
MdC
O Grande Urso (Desenho - Animação) Título original: The Great Bear
MMMMMMMMMMM
http://youtu.be/g7NGiw-S8yU
http://youtu.be/g7NGiw-S8yU
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Michel Corrette: Les Sauvages - Concerto comique n. 25 avec variations de violon in G minor / Arion
MMMM
http://youtu.be/nU-dcPWCZBA**** garden, by Federico Andreotti
http://youtu.be/nU-dcPWCZBA**** garden, by Federico Andreotti
Erik Satie
Evgeny Kissin plays Chopin
Erik Satie: Trois Morceaux en Forme de Poire (R. et G. Casadesus)
http://youtu.be/hxBSEbmthSo************
http://spedeus.blogspot.pt/2013/10/a-chave-que-abre-porta-da-fe-e-oracao.html
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
J.S Bach - Harpsichord concerto no. 1 i d-minor BWV 1052 I. Allegro
«Mal de nós, a urgência não é garantia de sucesso. Pelo contrário, tem de se reconhecer que procurar a sabedoria, hoje, requer uma boa dose de insensatez. A própria essência da época que clama por uma teoria ética faz com que ela se pareça, de modo suspeito, com uma missão de loucos. Porém, não nos resta outra alternativa senão tentá-la». (Hans Jonas)
MMMMMMMM http://youtu.be/jKoQZLMlSV4
MMMMMMMM http://youtu.be/jKoQZLMlSV4
San Francisco Saxophone Quartet plays Harpsichord Concerto in D minor BWV 1052 by J.S. Bach
MMMMMMMMM
http://youtu.be/tIpQdvg5cWA
UHF - Rapaz Caleidoscópio
Rapaz Caleidoscópio
Um intelectual de ar estafado
um homem de faces cavadas na noite
cruza o Bairro Alto
no silêncio dos ténis claros
em passos largos de dança.
Ele é um duro como rock
fan da violência
e olha a vida pelos óculos
gingando cadência
veste cabedal que é napa preta
Heyahoh la la la
Heyahoh la la la
Quando a fome aperta
ele toma o caminho da fábrica ou do estaleiro
e na próxima fuga entra na pele do animal
que o torna agressivo
reputação ideal.
Ele é um duro como rock
fan da violência
e olha a vida pelos óculos
gingando cadência
veste cabedal que é napa preta
Heyahoh la la la
Heyahoh la la la
( texto: António Manuel Ribeiro/ música: Renato Gomes e António Manuel Ribeiro. Gravado no LP "`A Flor da Pele", 1981)
MMMMMMMMMM
http://youtu.be/VMs4ttR-sNM
Um intelectual de ar estafado
um homem de faces cavadas na noite
cruza o Bairro Alto
no silêncio dos ténis claros
em passos largos de dança.
Ele é um duro como rock
fan da violência
e olha a vida pelos óculos
gingando cadência
veste cabedal que é napa preta
Heyahoh la la la
Heyahoh la la la
Quando a fome aperta
ele toma o caminho da fábrica ou do estaleiro
e na próxima fuga entra na pele do animal
que o torna agressivo
reputação ideal.
Ele é um duro como rock
fan da violência
e olha a vida pelos óculos
gingando cadência
veste cabedal que é napa preta
Heyahoh la la la
Heyahoh la la la
( texto: António Manuel Ribeiro/ música: Renato Gomes e António Manuel Ribeiro. Gravado no LP "`A Flor da Pele", 1981)
José Luís Peixoto "A Mãe Que Chovia"
MMMMMMMMMMMM
A chuva teve paciência, esperou. Então, num momento escolhido por ele, o filho pediu-lhe:
De manhã, quando o rapaz saiu à rua, meio ensonado, meio rameloso, estava um boneco de neve a olhar para ele. Era uma boneca de neve. Quando o rapaz acabou de esfregar os olhos, ainda lá estava.
Não se soube quem a tinha feito. Podiam ter sido meninos que acordaram muito cedo e passaram por ali, ou podia ter sido a mãe que, floco após floco, mediu a quantidade de neve que fez cair naquele lugar preciso e, desse modo paciente, esculpiu aquela boneca.
Mas há poucas coisas mais tristes do que ver a própria mãe a derreter.
Nesse ano, antes do Verão, o rapaz começou a ficar a coitado. A mãe notava-lhe a voz sumida, a falta de apetite para o riso, e chovia preocupada. Fazia-lhe perguntas que começavam com «porquê» e ele respondia:
- A-ã.A chuva teve paciência, esperou. Então, num momento escolhido por ele, o filho pediu-lhe:
- Mãe, não vás. Por favor, não vás.
Depois de meses, voltou o Verão. Trazia sol e grilos para cantarem à noite, trazia férias e piqueniques. A chuva esperava-o, dona de uma promessa feita ao seu filho e de uma força líquida.
A sorrir, o Verão perguntou-lhe:
- Ainda estás por cá?
A chuva, mãe, misturou-se com o sol, traçou um arco-íris e respondeu:
- Desculpa, mas este ano não me vou embora.
O Verão, todo molhado, encolheu-se com essas palavras. Esperou um dia, dois, e foi queixar-se ao vento. O vento não é de conversas, blá, blá, blá. Não fez qualquer pergunta à chuva, apenas a empurrou para longe. Ela tentou agarrar-se aos telhados, às árvores, mas não conseguiu. Deixou um rasto de poças de água e, mais uma vez, foi obrigada a chover em países distantes.
E, mais uma vez, a mãe sentiu falta do filho e ficou triste.
E, mais uma vez, o filho sentiu falta da mãe e ficou triste.
Mas se chega sempre o Verão, também chega sempre o Outono. O tempo é redondo como um círculo desenhado no ar com o dedo. E a mãe chegou, entusiasmada, menina, saudades, tantas saudades do seu filho. Choveu a procurá-lo, mas não o encontrou.
Choveu e choveu a procurá-lo, a chamá-lo, mas não o encontrou.
A mãe choveu sobre todas as casas, choveu sobre todas as janelas e olhou lá para dentro. A mãe choveu sobre todas as ruas, as praças, as avenidas, as alamedas, as estradas os carros, os autocarros, os camiões, as motas, os comboios, os campos, os campos de futebol, os campos de ténis, de golfe, de rugby, os campos de tiro ao alvo.
JOSÉ LUÍS PEIXOTO, in A MÃE QUE CHOVIA (Quetzal, 2012)
Lullatone - Leaves Falling
MMMMMMMMMM
http://youtu.be/Y7zMDjZ8gvQ*************http://www.youtube.com/watch?v=Y7zMDjZ8gvQ&feature=share&list=TL70C7PezaHR4jfJpS92bc_Hxh82MNG-_i
http://youtu.be/Y7zMDjZ8gvQ*************http://www.youtube.com/watch?v=Y7zMDjZ8gvQ&feature=share&list=TL70C7PezaHR4jfJpS92bc_Hxh82MNG-_i
terça-feira, 15 de outubro de 2013
George Brassens - Subtitulado
Aquí viene la lista de canciones:
01:49 La rose, la bouteille et la poignée de main
06:26 Oncle Archibald
10:15 Les quat'z'arts
14:54 Le bulletin de santé
19:17 La religieuse
23:49 Misogynie à part
27:48 Le grand chêne
31:57 La marguerite
34:24 Dans l'eau de la claire fontaine
36:22 La non-demande en mariage
George Brassens - La rose, la bouteille et la poignée de main
Parole de La Rose, La Bouteille Et La Poignée De Main:
http://youtu.be/_-Olv2QhcCE
01:49 La rose, la bouteille et la poignée de main
06:26 Oncle Archibald
10:15 Les quat'z'arts
14:54 Le bulletin de santé
19:17 La religieuse
23:49 Misogynie à part
27:48 Le grand chêne
31:57 La marguerite
34:24 Dans l'eau de la claire fontaine
36:22 La non-demande en mariage
George Brassens - La rose, la bouteille et la poignée de main
Parole de La Rose, La Bouteille Et La Poignée De Main:
Cette rose avait glissé de
La gerbe qu'un héros gâteux
Portait au monument aux Morts.
Comme tous les gens levaient leurs
Yeux pour voir hisser les couleurs,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route et m'en allai quérir,
Au p'tit bonheur la chance, un corsage à fleurir.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder une rose par-devers soi.
La première à qui je l'offris
Tourna la tête avec mépris,
La deuxième s'enfuit et court
Encore en criant "Au secours! "
Si la troisième m'a donné
Un coup d'ombrelle sur le nez,
La quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Fleurir de belles inconnu's.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et ce pauvre petit bouton
De rose a fleuri le veston
D'un vague chien de commissaire,
Quelle misère!
Cette bouteille était tombé'
De la soutane d'un abbé
Sortant de la messe ivre mort.
Une bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route en cherchant, plein d'espoir,
Un brave gosier sec pour m'aider à la boire.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder du vin béni par-devers soi.
Le premier refusa mon verre
En me lorgnant d'un il sévère,
Le deuxième m'a dit, railleur,
De m'en aller cuver ailleurs.
Si le troisième, sans retard,
Au nez m'a jeté le nectar,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête, d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Trinquer avec des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Avec la bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Les flics se sont rincé la dalle,
Un vrai scandale!
Cette pauvre poigné' de main
Gisait, oubliée, en chemin,
Par deux amis fâchés à mort.
Quelque peu décontenancé',
Elle était là, dans le fossé.
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route avec l'intention
De faire circuler la virile effusion,
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Qu' de garder une poigné' de main par-devers soi.
Le premier m'a dit: "Fous le camp !
J'aurais peur de salir mes gants."
Le deuxième, d'un air dévot,
Me donna cent sous, d'ailleurs faux.
Si le troisième, ours mal léché,
Dans ma main tendue a craché,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Serrer la main des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et la pauvre poigné' de main,
Victime d'un sort inhumain,
Alla terminer sa carrière
A la fourrière!
La gerbe qu'un héros gâteux
Portait au monument aux Morts.
Comme tous les gens levaient leurs
Yeux pour voir hisser les couleurs,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route et m'en allai quérir,
Au p'tit bonheur la chance, un corsage à fleurir.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder une rose par-devers soi.
La première à qui je l'offris
Tourna la tête avec mépris,
La deuxième s'enfuit et court
Encore en criant "Au secours! "
Si la troisième m'a donné
Un coup d'ombrelle sur le nez,
La quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Fleurir de belles inconnu's.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et ce pauvre petit bouton
De rose a fleuri le veston
D'un vague chien de commissaire,
Quelle misère!
Cette bouteille était tombé'
De la soutane d'un abbé
Sortant de la messe ivre mort.
Une bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route en cherchant, plein d'espoir,
Un brave gosier sec pour m'aider à la boire.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder du vin béni par-devers soi.
Le premier refusa mon verre
En me lorgnant d'un il sévère,
Le deuxième m'a dit, railleur,
De m'en aller cuver ailleurs.
Si le troisième, sans retard,
Au nez m'a jeté le nectar,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête, d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Trinquer avec des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Avec la bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Les flics se sont rincé la dalle,
Un vrai scandale!
Cette pauvre poigné' de main
Gisait, oubliée, en chemin,
Par deux amis fâchés à mort.
Quelque peu décontenancé',
Elle était là, dans le fossé.
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route avec l'intention
De faire circuler la virile effusion,
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Qu' de garder une poigné' de main par-devers soi.
Le premier m'a dit: "Fous le camp !
J'aurais peur de salir mes gants."
Le deuxième, d'un air dévot,
Me donna cent sous, d'ailleurs faux.
Si le troisième, ours mal léché,
Dans ma main tendue a craché,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Serrer la main des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et la pauvre poigné' de main,
Victime d'un sort inhumain,
Alla terminer sa carrière
A la fourrière!
Cette rose avait glissé de
La gerbe qu'un héros gâteux
Portait au monument aux Morts.
Comme tous les gens levaient leurs
Yeux pour voir hisser les couleurs,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route et m'en allai quérir,
Au p'tit bonheur la chance, un corsage à fleurir.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder une rose par-devers soi.
La première à qui je l'offris
Tourna la tête avec mépris,
La deuxième s'enfuit et court
Encore en criant "Au secours! "
Si la troisième m'a donné
Un coup d'ombrelle sur le nez,
La quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Fleurir de belles inconnu's.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et ce pauvre petit bouton
De rose a fleuri le veston
D'un vague chien de commissaire,
Quelle misère!
Cette bouteille était tombé'
De la soutane d'un abbé
Sortant de la messe ivre mort.
Une bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route en cherchant, plein d'espoir,
Un brave gosier sec pour m'aider à la boire.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder du vin béni par-devers soi.
Le premier refusa mon verre
En me lorgnant d'un il sévère,
Le deuxième m'a dit, railleur,
De m'en aller cuver ailleurs.
Si le troisième, sans retard,
Au nez m'a jeté le nectar,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête, d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Trinquer avec des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Avec la bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Les flics se sont rincé la dalle,
Un vrai scandale!
Cette pauvre poigné' de main
Gisait, oubliée, en chemin,
Par deux amis fâchés à mort.
Quelque peu décontenancé',
Elle était là, dans le fossé.
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route avec l'intention
De faire circuler la virile effusion,
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Qu' de garder une poigné' de main par-devers soi.
Le premier m'a dit: "Fous le camp !
J'aurais peur de salir mes gants."
Le deuxième, d'un air dévot,
Me donna cent sous, d'ailleurs faux.
Si le troisième, ours mal léché,
Dans ma main tendue a craché,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Serrer la main des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et la pauvre poigné' de main,
Victime d'un sort inhumain,
Alla terminer sa carrière
A la fourrière!
La gerbe qu'un héros gâteux
Portait au monument aux Morts.
Comme tous les gens levaient leurs
Yeux pour voir hisser les couleurs,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route et m'en allai quérir,
Au p'tit bonheur la chance, un corsage à fleurir.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder une rose par-devers soi.
La première à qui je l'offris
Tourna la tête avec mépris,
La deuxième s'enfuit et court
Encore en criant "Au secours! "
Si la troisième m'a donné
Un coup d'ombrelle sur le nez,
La quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Fleurir de belles inconnu's.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et ce pauvre petit bouton
De rose a fleuri le veston
D'un vague chien de commissaire,
Quelle misère!
Cette bouteille était tombé'
De la soutane d'un abbé
Sortant de la messe ivre mort.
Une bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route en cherchant, plein d'espoir,
Un brave gosier sec pour m'aider à la boire.
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Que de garder du vin béni par-devers soi.
Le premier refusa mon verre
En me lorgnant d'un il sévère,
Le deuxième m'a dit, railleur,
De m'en aller cuver ailleurs.
Si le troisième, sans retard,
Au nez m'a jeté le nectar,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête, d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Trinquer avec des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Avec la bouteille de vin fin
Millésimé, béni, divin,
Les flics se sont rincé la dalle,
Un vrai scandale!
Cette pauvre poigné' de main
Gisait, oubliée, en chemin,
Par deux amis fâchés à mort.
Quelque peu décontenancé',
Elle était là, dans le fossé.
Je la recueillis sans remords.
Et je repris ma route avec l'intention
De faire circuler la virile effusion,
Car c'est une des pir's perversions qui soient
Qu' de garder une poigné' de main par-devers soi.
Le premier m'a dit: "Fous le camp !
J'aurais peur de salir mes gants."
Le deuxième, d'un air dévot,
Me donna cent sous, d'ailleurs faux.
Si le troisième, ours mal léché,
Dans ma main tendue a craché,
Le quatrième, c'est plus méchant,
Se mit en quête d'un agent.
Car, aujourd'hui, c'est saugrenu,
Sans être louche, on ne peut pas
Serrer la main des inconnus.
On est tombé bien bas, bien bas...
Et la pauvre poigné' de main,
Victime d'un sort inhumain,
Alla terminer sa carrière
A la fourrière!
http://youtu.be/_-Olv2QhcCE
e os nomes que eu conheço é que conhecem o mundo
Já reparaste que tens o mundo inteiro
dentro da tua cabeça
e esse mundo em brutal compressão dentro da tua cabeça
é o teu mundo
e já reparaste que eu tenho o mundo inteiro
dentro da minha cabeça
e esse mundo em brutal compressão dentro da minha cabeça
é o meu mundo
o qual neste momento não te está a entrar pelos olhos
mas através dos nomes
pois o que tu tens dentro da tua cabeça
e o que eu tenho dentro da minha cabeça
são os nomes do mundo em brutal compressão
como um filtro ou coador
de forma que nem és tu que conheces o mundo
nem sou eu que conheço o mundo
mas os nomes que tu conheces é que conhecem o mundo
e os nomes que eu conheço é que conhecem o mundo
o qual entra em ti e o qual entra em mim
através dos nomes que já tem
de forma que o que entra pelos meus olhos não pode
entrar pelos teus olhos
mas só pela tua cabeça através
dos nomes dados pela minha cabeça
àquilo que entrou pelos meus olhos já com nomes
e do mesmo modo
o que entra pelos teus olhos não pode
entrar pelos meus olhos
mas só pela minha cabeça através
dos nomes dados pela tua cabeça
àquilo que entrou pelos teus olhos já com nomes
e assim o que tu vês
já está normalmente dentro de ti antes de tu o veres
e assim o que eu vejo
já está normalmente dentro de mim antes de eu o ver
e tudo quanto tu possas ver para aquém ou para além dos nomes
é indizível e fica dentro de ti
e tudo quanto eu possa ver para aquém ou para além dos nomes
é indizível e fica dentro de mim
e é assim que vamos construindo a nós mesmos pela segunda vez
tu a ti e eu a mim...
construindo urna consciência irrepetível e intransmissível
cada vez mais intensa e em si
tu em ti eu em mim
no entanto continuando a falar um com o outro
tu comigo e eu contigo
cada um
tentando dizer ao outro
como é o mundo inteiro que tem dentro da cabeça
e porque é e para que é
tu o teu mundo que tens dentro da tua cabeça
eu o meu mundo que tenho dentro da minha cabeça
até que morra um de nós
e depois o outro...
Alberto Pimenta
MMMMMMMM http://youtu.be/zufcKv3tC-k
dentro da tua cabeça
e esse mundo em brutal compressão dentro da tua cabeça
é o teu mundo
e já reparaste que eu tenho o mundo inteiro
dentro da minha cabeça
e esse mundo em brutal compressão dentro da minha cabeça
é o meu mundo
o qual neste momento não te está a entrar pelos olhos
mas através dos nomes
pois o que tu tens dentro da tua cabeça
e o que eu tenho dentro da minha cabeça
são os nomes do mundo em brutal compressão
como um filtro ou coador
de forma que nem és tu que conheces o mundo
nem sou eu que conheço o mundo
mas os nomes que tu conheces é que conhecem o mundo
e os nomes que eu conheço é que conhecem o mundo
o qual entra em ti e o qual entra em mim
através dos nomes que já tem
de forma que o que entra pelos meus olhos não pode
entrar pelos teus olhos
mas só pela tua cabeça através
dos nomes dados pela minha cabeça
àquilo que entrou pelos meus olhos já com nomes
e do mesmo modo
o que entra pelos teus olhos não pode
entrar pelos meus olhos
mas só pela minha cabeça através
dos nomes dados pela tua cabeça
àquilo que entrou pelos teus olhos já com nomes
e assim o que tu vês
já está normalmente dentro de ti antes de tu o veres
e assim o que eu vejo
já está normalmente dentro de mim antes de eu o ver
e tudo quanto tu possas ver para aquém ou para além dos nomes
é indizível e fica dentro de ti
e tudo quanto eu possa ver para aquém ou para além dos nomes
é indizível e fica dentro de mim
e é assim que vamos construindo a nós mesmos pela segunda vez
tu a ti e eu a mim...
construindo urna consciência irrepetível e intransmissível
cada vez mais intensa e em si
tu em ti eu em mim
no entanto continuando a falar um com o outro
tu comigo e eu contigo
cada um
tentando dizer ao outro
como é o mundo inteiro que tem dentro da cabeça
e porque é e para que é
tu o teu mundo que tens dentro da tua cabeça
eu o meu mundo que tenho dentro da minha cabeça
até que morra um de nós
e depois o outro...
Alberto Pimenta
MMMMMMMM http://youtu.be/zufcKv3tC-k
Elogio do Amor
Elogio do Amor
«Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão que devia ser desmedida é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões , farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas e cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas, já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor,a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos. Por onde que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. o amor é um estado de quem se sente. o amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.
Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.»
Miguel Esteves Cardoso
MMMMMMMMM http://youtu.be/wUj2DSUQG2o
«Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão que devia ser desmedida é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões , farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas e cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas, já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor,a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos. Por onde que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. o amor é um estado de quem se sente. o amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder.
Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.»
Miguel Esteves Cardoso
MMMMMMMMM http://youtu.be/wUj2DSUQG2o
David Lynch, The Straight Story (Uma História Verdadeira)
Alvin Straight (Richard Farnsworth) é um viúvo de 73 anos que mora em Iowa com uma filha, portadora de uma deficiência (Sissy Spacek). Ele tem várias enfermidades: além de sofrer de enfisema e perda de visão, tem problemas na anca que quase o impedem de andar. Ao receber a notícia de que seu irmão Lyle (Stanton),do qual está afastado uns dez anos atrás, sente um apelo no coração, e apesar de sua saúde frágil, decide ir visitar o irmão que reside em Wisconsin. Para isso tem que viajar cerca de 500 km, o que faz, no único meio de transporte disponível: um cortador de relva.
ver no yutube:
http://youtu.be/Flzrquz-gy0 ----------------------------------------------------
MMMMMMMMMMM
http://youtu.be/Flzrquz-gy0 ----------------------------------------------------
MMMMMMMMMMM
A VIDA É BELA
Uma incrível história dramática contada em tom de fábula cómica sobre o Holocausto "Em 1938, na região italiana da Toscânia, o simpático judeu Guido apaixona-se por Dora, um professora que está noiva de um funcionário local. Guido, porém, não desiste até ao momento do casamento de Dora que acaba por fugir, em plena cerimónia, com o seu "delicioso cavalareiro andante". Durante cinco anos vivem felizes na companhia do seu delicioso filho Giosuè até que as medidas de perserguição e detenção aos judeus são implementadas na Itália. Guido e Giosuè são deportados para um campo de concentração e Dora decide acompanha-los. Pai e filho ficam juntos e durante todo o tempo de prisão Guido de forma engenhosa, e com o auxílio dos outros prisioneiros, convence o garoto que estão num campo de férias a jogar um longo e emocionante jogo. Guido consegue transformar cada momento de humilhação, repressão e violência em hábeis situações do suposto jogo em que o garoto vai participando divertido. Finalmente, já perto do fim, Guido morre para salvar o filho, que se reune à mãe no dia da Libertação. "A Vida é Bela" foi um dos mais estrondosos sucessos do cinema italiano dos últimos anos, que comoveu e divertiu o Mundo com uma incrível história dramática contada em tom de fábula cómica sobre o Holocausto. Foi igualmente, a consagração mundial do talentoso comediante e cineasta italiano Roberto Benigni, que com este magnífico trabalho conquistaria inúmeros prémios, entre eles o Grande Prémio do Juri no Festival de Cannes e três Oscares da Academia de Hollywood, para ele próprio como Melhor Actor, para o Melhor Filme de Língua Estrangeira e para a Melhor Banda Sonora. Apesar da polémica que suscitou ao abordar em tom de farsa a tragédia do genocídio dos judeus às mãos do Fascismo, Benigni conseguiu o prodígio de criar momentos delirantes de contagiante humor sem nunca perder quer o tom de fábula amarga quer a evocação brutal do Holocausto, em toda a sua extensão de perversidade sanguinária. Tudo isto num filme exemplarmente escrito, realizado e interpretado, dominado pela presença de Benigni que produziu um dos mais belos, divertidos e comoventes hinos de sempre à vida, à liberdade e ao amor." Fonte: RTP ----------------------------http://vimeo.com/43362117-------------------------------- http://youtu.be/JItscLHrCp4
A Vida é Bela from Tudo por Jesus on Vimeo.
**************************************************************** http://arvoresventomontanhas.blogspot.pt//feeds/posts/default
A Vida é Bela from Tudo por Jesus on Vimeo.
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Cantata BWV 190 'Singet dem Herrn ein neues Lied!' Bach Collegium Japan Con. Maasaki Suzuki wmv
'Singet dem Herrn ein neues Lied!'
"Cantai ao Senhor um cântico novo! MMMMM
http://youtu.be/LHJmpZLSnxo
"Cantai ao Senhor um cântico novo! MMMMM
http://youtu.be/LHJmpZLSnxo
FASE DE INTROSPECÇÃO E MATURIDADE
FASE DE INTROSPECÇÃO E MATURIDADE
«A estação do Outono simboliza no Calendário Sagrado do Ciclo sazonal, o período ideal para o estudo de si, encontro consigo mesmo - balanço e processamento de todo o vivido na primavera e verão e construção de uma nova singularidade, um novo projeto de vida a cada vez mais sintonizado com a missão pessoal. Experimentação do poder do silêncio e da meditação. Oportunidade para escutar e observar o mundo interior. Autocura das feridas da alma. Libertação da negatividade - culpas e medos. E assim gerar a nova vontade e novas atitudes.
É um período de interiorização, silêncio, para contemplar o que habita no interior e executar depuração profunda do ser, na busca da singularidade, autenticidade e identidade pessoal. Despojar-se de tudo o que não serve e que não corresponde ao momento atual. Encaminha-se ou recicla-se tudo o que não é usado ou não funciona.
É um momento favorável para balanço profundo da vida, em busca daquilo que corresponde, aprendendo com os erros, curando feridas, amadurecendo e evoluindo no conhecimento de si. É um período em que se ganha maturidade, conhecimento e consistência.
O poder do Espírito do Oeste é a Introspecção, a Consolidação. A última colheita, quando para o crescimento e o esquema natural das coisas. Humanos armazenam frutos dos seus esforços e também examinam a si mesmos para descobrir mudanças necessárias para progredir, quando o tempo de renovação chegar. Entramos na Caverna do Urso, no lugar de introspecção e de escutar.
Aprenderemos sobre cura e a resgatar fragmentos de nós mesmos que foram deixados em diferentes estágios da vida. Trabalharemos as partes de nós mesmos que ferimos, negamos, culpamos. Na caverna nos contemplaremos com as dualidades da vida; as alegrias e tristezas, forças e fraquezas, medos e amores. É lá que iremos liberar nossos sofrimentos antigos, vícios, obsessões. Onde aprenderemos a curar as feridas antigas e nos tornar curadores curados.
Seremos desafiados a enfrentar nossos medos, nosso sentido de auto-importância, a evitar que a sombra impeça nosso bem estar. É o tempo da maturidade. Podemos aprender sobre força, poder, adaptabilidade, responsabilidade, liderança, ensinamento, introspecção. Aprendemos o equilíbrio entre olhar para dentro e agir para fora. O lugar para tornar consciente os verdadeiros propósitos de nossas vidas.
É o tempo para se encontrar consigo mesmo, para cortar laços negativos da ancestralidade. Para ser nutrido com maior energia física, colocar os pés no chão. Para alcançar metas pessoais, conseguir silêncio interior e saúde física, mudar de emprego ou trabalho. A ênfase do Oeste é nas coisas sólidas e físicas.
Entramos na Caverna do Urso, na Direção Oeste da Roda, no Tempo do Outono. É o lugar de introspecção e de escutar. Aprendemos sobre cura e a resgatar fragmentos de nós mesmos que foram deixados em diferentes estágios de nossa vida. Trabalhamos as partes de nós mesmos que ferimos, negamos, culpamos.Aprenderemos sobre cura e a resgatar fragmentos de nós mesmos que foram deixados em diferentes estágios de nossa vida.
Trabalharemos as partes de nós mesmos que ferimos, negamos, culpamos. Na caverna nos contemplaremos com as dualidades da vida; as alegrias e tristezas, forças e fraquezas, medos e amores. É lá que iremos liberar nossos sofrimentos antigos, vícios, obsessões. Onde aprenderemos a curar as feridas antigas e nos tornar curadores curados.
É o tempo da maturidade. Podemos aprender sobre força, poder, adaptabilidade,responsabilidade, liderança, ensinamento, introspecção. Aprendemos o equilíbrio entre olhar para dentro e agir para fora. O lugar para tornar consciente os verdadeiros propósitos de nossas vidas.
O útero da Mãe Terra é representado pela caverna do Urso. É o lugar de morrer para renascer. Da nutrição e da proteção. Do mundo subterrâneo e da escuridão, o Feminino Profundo.É o tempo para se encontrar consigo mesmo, meditar profundamente. Para ser nutrido com maior energia física, colocar os pés no chão. Para alcançar metas pessoais, conseguir silêncio interior e saúde física, mudar de emprego ou trabalho. A ênfase do Oeste é nas coisas sólidas e físicas.»
Léo Artese

«A estação do Outono simboliza no Calendário Sagrado do Ciclo sazonal, o período ideal para o estudo de si, encontro consigo mesmo - balanço e processamento de todo o vivido na primavera e verão e construção de uma nova singularidade, um novo projeto de vida a cada vez mais sintonizado com a missão pessoal. Experimentação do poder do silêncio e da meditação. Oportunidade para escutar e observar o mundo interior. Autocura das feridas da alma. Libertação da negatividade - culpas e medos. E assim gerar a nova vontade e novas atitudes.
É um período de interiorização, silêncio, para contemplar o que habita no interior e executar depuração profunda do ser, na busca da singularidade, autenticidade e identidade pessoal. Despojar-se de tudo o que não serve e que não corresponde ao momento atual. Encaminha-se ou recicla-se tudo o que não é usado ou não funciona.
É um momento favorável para balanço profundo da vida, em busca daquilo que corresponde, aprendendo com os erros, curando feridas, amadurecendo e evoluindo no conhecimento de si. É um período em que se ganha maturidade, conhecimento e consistência.
O poder do Espírito do Oeste é a Introspecção, a Consolidação. A última colheita, quando para o crescimento e o esquema natural das coisas. Humanos armazenam frutos dos seus esforços e também examinam a si mesmos para descobrir mudanças necessárias para progredir, quando o tempo de renovação chegar. Entramos na Caverna do Urso, no lugar de introspecção e de escutar.
Aprenderemos sobre cura e a resgatar fragmentos de nós mesmos que foram deixados em diferentes estágios da vida. Trabalharemos as partes de nós mesmos que ferimos, negamos, culpamos. Na caverna nos contemplaremos com as dualidades da vida; as alegrias e tristezas, forças e fraquezas, medos e amores. É lá que iremos liberar nossos sofrimentos antigos, vícios, obsessões. Onde aprenderemos a curar as feridas antigas e nos tornar curadores curados.
Seremos desafiados a enfrentar nossos medos, nosso sentido de auto-importância, a evitar que a sombra impeça nosso bem estar. É o tempo da maturidade. Podemos aprender sobre força, poder, adaptabilidade, responsabilidade, liderança, ensinamento, introspecção. Aprendemos o equilíbrio entre olhar para dentro e agir para fora. O lugar para tornar consciente os verdadeiros propósitos de nossas vidas.
É o tempo para se encontrar consigo mesmo, para cortar laços negativos da ancestralidade. Para ser nutrido com maior energia física, colocar os pés no chão. Para alcançar metas pessoais, conseguir silêncio interior e saúde física, mudar de emprego ou trabalho. A ênfase do Oeste é nas coisas sólidas e físicas.
Entramos na Caverna do Urso, na Direção Oeste da Roda, no Tempo do Outono. É o lugar de introspecção e de escutar. Aprendemos sobre cura e a resgatar fragmentos de nós mesmos que foram deixados em diferentes estágios de nossa vida. Trabalhamos as partes de nós mesmos que ferimos, negamos, culpamos.Aprenderemos sobre cura e a resgatar fragmentos de nós mesmos que foram deixados em diferentes estágios de nossa vida.
Trabalharemos as partes de nós mesmos que ferimos, negamos, culpamos. Na caverna nos contemplaremos com as dualidades da vida; as alegrias e tristezas, forças e fraquezas, medos e amores. É lá que iremos liberar nossos sofrimentos antigos, vícios, obsessões. Onde aprenderemos a curar as feridas antigas e nos tornar curadores curados.
É o tempo da maturidade. Podemos aprender sobre força, poder, adaptabilidade,responsabilidade, liderança, ensinamento, introspecção. Aprendemos o equilíbrio entre olhar para dentro e agir para fora. O lugar para tornar consciente os verdadeiros propósitos de nossas vidas.
O útero da Mãe Terra é representado pela caverna do Urso. É o lugar de morrer para renascer. Da nutrição e da proteção. Do mundo subterrâneo e da escuridão, o Feminino Profundo.É o tempo para se encontrar consigo mesmo, meditar profundamente. Para ser nutrido com maior energia física, colocar os pés no chão. Para alcançar metas pessoais, conseguir silêncio interior e saúde física, mudar de emprego ou trabalho. A ênfase do Oeste é nas coisas sólidas e físicas.»
Léo Artese
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Poema em linha recta - Álvaro de Campos
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
http://almadepoeta.blogspot.pt/
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos
http://almadepoeta.blogspot.pt/
Gaiteiro Cepa Torta - Cantar de Emigração
Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza ficas sem homens
que possam cortar teu pão
Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos
filhos que não têm pai
Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará
Adriano Correia de Oliveira
http://youtu.be/66X-71UoxBo
Gaiteiro Cepa Torta - Barco Negro
De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração.
Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não voltas:
São loucas! São loucas!
Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir,
Pois tudo, em meu redor,
Me diz qu'estás sempre comigo
No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo mortiço;
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo
http://youtu.be/Wm8m-LxpVbo
As Palavras Interditas - Eugénio de Andrade
As Palavras Interditas
Os navios existem, e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.
Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.
Os hospitais cobrem-se de cinza.
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te... E entram pela janela
as primeiras luzes das colinas.
As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas suas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
http://www.sho.com/sho/masters-of-sex/home
Os navios existem, e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.
Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.
Os hospitais cobrem-se de cinza.
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te... E entram pela janela
as primeiras luzes das colinas.
As palavras que te envio são interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas suas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens nuas, desoladas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
http://www.sho.com/sho/masters-of-sex/home
Fernando Lopes
O Fotograma foi acompanhar a rodagem do filme Sorrisos do destino e Luísa Sequeira conversou com o realizador Fernando Lopes. Carlos é um famoso jornalista de 55 anos. A sua esposa, Ada é ao contrário do marido, uma mulher com uma vida social agitada, alegre e sedutora. Certo dia, Carlos apanha acidentalmente uma mensagem no telemóvel de Ada. Um novo mundo revela-se diante dos seus olhos quando descobre que a sua esposa tem outro homem. Com a ajuda de um amigo com quem vai viver, descobre esse universo de amores virtuais e adultérios electrónicos... Argumento: Paulo Filipe Monteiro Interpretação: Alexandra Lencastre, Rogério Samora, Rui Morrison, Ana Padrão.
http://youtu.be/mOWQ0Pw8vTo*********www.rtp.pt/fotograma
domingo, 6 de outubro de 2013
Kamal: Quiet Earth - Healing
Kamal: Quiet Earth - Healing
http://www.youtube.com/watch?v=ZyHq1EW92UM&feature=share&list=PLD22B3B53570436CC
http://www.ohsoshabbybydebbie.com/product/dove-cross-necklace/
CORAGEM
People may hate you for being different and not living by society's standards, but deep down, they wish they had the courage to do the same.- (Autor anónimo)

sábado, 5 de outubro de 2013
Ivano Fossati - "Mio Fratello che guardi il mondo" (Meu irmão que olha para o mundo)
Mio fratello che guardi il mondo
e il mondo non somiglia a te
mio fratello che guardi il cielo
e il cielo non ti guarda.
Se c'è una strada sotto il mare
prima o poi ci troverà
se non c'è strada dentro al cuore degli altri
prima o poi si traccerà.
Sono nato e ho lavorato in ogni paese
e ho difeso con fatica la mia dignità
Sono nato e sono morto in ogni paese
e ho camminato in ogni strada del mondo che vedi.
Mio fratello che guardi il mondo
e il mondo non somiglia a te
mio fratello che guardi il cielo
e il cielo non ti guarda.
Se c'è una strada sotto il mare
prima o poi ci troverà
se non c'è strada dentro al cuore degli altri
prima o poi si traccerà.
http://youtu.be/mNwEEaYeomY
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
De amor nada mais resta que um Outubro
De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.
E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.
Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.
Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia, in “Poesia Completa”
http://youtu.be/KchQU4NBfKA
Monsters of Folk - Dear God
"Devemos derramar nos oceanos do tempo uma garrafa de náufragos siderais, para que o universo saiba através de nós o que não contarão às baratas que sobreviverão a nós: que aqui existiu um mundo onde prevaleceu o sofrimento e a injustiça, mas onde encontramos o amor e onde fomos capazes de imaginar a felicidade." - (Gabriel García Márquez)
http://youtu.be/tmWOJEYjp3Y
http://youtu.be/tmWOJEYjp3Y
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
A Letter From Fred
A Letter From Fred from Green Shoe Studio on Vimeo.
http://www.compassion-training.org/***********http://vimeo.com/70426141
Assertividade: O QUE É, POR QUE É ÚTIL
ASSERTIVIDADE: O QUE É, POR QUE É ÚTIL
E COMO SE APRENDE?
O que é o Comportamento Assertivo?
Comportamento Assertivo
Aqui:
http://www.fc.ul.pt/sites/default/files/fcul/institucional/gapsi/Assertividade.pdf
O que é o Comportamento Assertivo?
Comportamento Assertivo
Aqui:
http://www.fc.ul.pt/sites/default/files/fcul/institucional/gapsi/Assertividade.pdf
LUCIDEZ
ORA AQUI ESTÁ UM HOMEM LÚCIDO
José Pinheiro Neves disse num comentário:
"Concordo totalmente com Lobo Antunes. Essa ideia surge-me muitas vezes. O psicólogo Arno Gruen, autores da esquizo-análise como o psicólogo Felix Guattari, Gregory Bateson, mulheres ligadas ao movimento pós-feminista como a bióloga Donna Haraway, o psicólogo gestaltico Claudio Naranjo, as comunidades mayas no Mexico geridas pelos Zapatistas e por cristãos da teologia da libertação e muitos outros e outras convergem nessa ideia base: a origem desta bestialidade chamada "modo de vida patriarcal capitalista" está na relação de umamãe masculinizada com o seu filho ou filha. As grandes resistentes e heroínas deste tempo de barbárie são as mães e suas amigas e amigos que se recusam a aceitar o mito da superioridade masculina. São as mães que dão um amor incondicional não lamechas. Que resistem miraculosamente à intoxicação dos media e da escola. Escola já dominada em grande parte, apesar das boas intenções de milhares de generosos professores, pelo narcisismo masculinizado de tipo bullying dos pares aparentemente suave mas mais perigoso porque não é detectável. Torna-se por isso necessário defender e praticar uma ecologia profunda que denuncie o horror desta civilização patriarcal. As mães que não se submetem ao mito da superioridade masculina são as autênticas ecologistas e terapeutas da mente. Deveriam ser apoiadas pelos que no Estado ainda têm uma réstia de lucidez. Uma política virada para o abandono progressivo do trabalho assalariado, pelo retorno à mãe-terra, abandono do crescimento violento e masculino em beneficio de uma economia de decrescimento baseada no principio da feminilidade e retorno à terra, na felicidade bruta nacional como sucede no país budista do Butão, às comunidades auto-suficientes, às viagens telepáticas com o coração, etc. Uma utopia realista que não pode ser adiada sob pena de destruição do que resta de vida planetária."
José Pinheiro Neves disse num comentário:
"Concordo totalmente com Lobo Antunes. Essa ideia surge-me muitas vezes. O psicólogo Arno Gruen, autores da esquizo-análise como o psicólogo Felix Guattari, Gregory Bateson, mulheres ligadas ao movimento pós-feminista como a bióloga Donna Haraway, o psicólogo gestaltico Claudio Naranjo, as comunidades mayas no Mexico geridas pelos Zapatistas e por cristãos da teologia da libertação e muitos outros e outras convergem nessa ideia base: a origem desta bestialidade chamada "modo de vida patriarcal capitalista" está na relação de umamãe masculinizada com o seu filho ou filha. As grandes resistentes e heroínas deste tempo de barbárie são as mães e suas amigas e amigos que se recusam a aceitar o mito da superioridade masculina. São as mães que dão um amor incondicional não lamechas. Que resistem miraculosamente à intoxicação dos media e da escola. Escola já dominada em grande parte, apesar das boas intenções de milhares de generosos professores, pelo narcisismo masculinizado de tipo bullying dos pares aparentemente suave mas mais perigoso porque não é detectável. Torna-se por isso necessário defender e praticar uma ecologia profunda que denuncie o horror desta civilização patriarcal. As mães que não se submetem ao mito da superioridade masculina são as autênticas ecologistas e terapeutas da mente. Deveriam ser apoiadas pelos que no Estado ainda têm uma réstia de lucidez. Uma política virada para o abandono progressivo do trabalho assalariado, pelo retorno à mãe-terra, abandono do crescimento violento e masculino em beneficio de uma economia de decrescimento baseada no principio da feminilidade e retorno à terra, na felicidade bruta nacional como sucede no país budista do Butão, às comunidades auto-suficientes, às viagens telepáticas com o coração, etc. Uma utopia realista que não pode ser adiada sob pena de destruição do que resta de vida planetária."
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