quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Outono das tardes silenciosas...

Caem as folhas mortas sobre o lago.
Na penumbra outonal, não sei quem tece
As rendas do silêncio...olha anoitece 

-Brunas longínquas do País vago

Veludos a ondear... Mistério mago...
Encantamento...A hora que não esquece,
A luz que a pouco e pouco desfalece,
Que lança em mim a bênção dum afago.

Outono dos crepúsculos doirados,
De púrpuras, damascos e brocados.
Vestes a Terra inteira de esplendor.

Outono das tardes silenciosas,
Das magníficas noites voluptuosas
Em que soluço a delirar de amor.

Florbela Espanca

                                                                                                             
 MMMMMMMM


http://youtu.be/lidlEmg2BEw

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