ORA AQUI ESTÁ UM HOMEM LÚCIDO
José Pinheiro Neves disse num comentário:
"Concordo totalmente com Lobo Antunes. Essa ideia surge-me muitas vezes. O psicólogo Arno Gruen, autores da esquizo-análise como o psicólogo Felix Guattari, Gregory Bateson, mulheres ligadas ao movimento pós-feminista como a bióloga Donna Haraway, o psicólogo gestaltico Claudio Naranjo, as comunidades mayas no Mexico geridas pelos Zapatistas e por cristãos da teologia da libertação e muitos outros e outras convergem nessa ideia base: a origem desta bestialidade chamada "modo de vida patriarcal capitalista" está na relação de umamãe masculinizada com o seu filho ou filha. As grandes resistentes e heroínas deste tempo de barbárie são as mães e suas amigas e amigos que se recusam a aceitar o mito da superioridade masculina. São as mães que dão um amor incondicional não lamechas. Que resistem miraculosamente à intoxicação dos media e da escola. Escola já dominada em grande parte, apesar das boas intenções de milhares de generosos professores, pelo narcisismo masculinizado de tipo bullying dos pares aparentemente suave mas mais perigoso porque não é detectável. Torna-se por isso necessário defender e praticar uma ecologia profunda que denuncie o horror desta civilização patriarcal. As mães que não se submetem ao mito da superioridade masculina são as autênticas ecologistas e terapeutas da mente. Deveriam ser apoiadas pelos que no Estado ainda têm uma réstia de lucidez. Uma política virada para o abandono progressivo do trabalho assalariado, pelo retorno à mãe-terra, abandono do crescimento violento e masculino em beneficio de uma economia de decrescimento baseada no principio da feminilidade e retorno à terra, na felicidade bruta nacional como sucede no país budista do Butão, às comunidades auto-suficientes, às viagens telepáticas com o coração, etc. Uma utopia realista que não pode ser adiada sob pena de destruição do que resta de vida planetária."
Sem comentários:
Enviar um comentário