terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
MARTHA GRAHAM DANCE COMPANY (2010-11)
Martha Graham funda la seva companyia el 1926 a Nova York. Una dècada més tard, estrena Chronicle, el ballet que marca l'entrada de la dansa en la cultura contemporània. Una coreografia clau que inaugura una nova era. Alguns fragments de Chronicle --un al·legat antibel·licista-- formen part del programa històric que la Martha Graham Company porta al Liceu. A més a més, presenta una versió del mite de Teseu i el minotaure des de l'òptica de la dona (Errand into the Maze, 1947). Un homenatge a la contundent paleta de color de Kandinsky (Diversion of Angels, 1948) i una reflexió sobre l'amor sacre i el profà, a partir de la llegenda de Lilith, la primera companya apòcrifa d'Adam (Embattled Garden, 1958).
Cadascuna de les coreografies és un exemple del revolucionari llenguatge que va inventar Martha Graham, una explosió d'energia amb un concepte innovador del cos i de la seva relació amb l'espai.
http://youtu.be/NWzthKlLWGU
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Massive Attack
Frankie Morello
http://www.youtube.com/watch?v=jEgX64n3T7g&feature=share&list=AL94UKMTqg-9Aoc-c5isxIXHiEWm1fEctp
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Martha Redbone Roots Project - How Sweet I Roamed
http://youtu.be/WRNK-_nIDvw
http://youtu.be/-jCKdFUbP0Y
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Ler Mais, Ler Melhor - A Terceira Miséria, Hélia Correia, Relógio D'Água
*
Para quê, perguntou ele, para que servem
Os poetas em tempo de indigência?
Dois séculos corridos sobre a hora
Em que foi escrita esta meia linha,
Não a hora do anjo, não: a hora
Em que o luar, no monte emudecido,
Fulgurou tão desesperadamente
Que uma antiga substância, essa beleza
Que podia tocar-se num recesso
Da poeirenta estrada, no terror
Das cadelas nocturnas, na contínua
Perturbação, morada da alegria;
*
Essa beleza que era também espanto
Pelo dom da palavra e pelo seu uso
Que erguia e abatia, levantava
E abatia outra vez, deixando sempre
Um rasto extraordinário. Sim, a hora,
Dois séculos antes, em que uma ausência
E o seu grande silêncio cintilaram
Sobre a mão do poeta, em despedida.
*
Nós, os ateus, nós, os monoteístas,
Nós, os que reduzimos a beleza
A pequenas tarefas, nós, os pobres
Adornados, os pobres confortáveis,
Os que a si mesmos se vigarizavam
Olhando para cima, para as torres,
Supondo que as podiam habitar,
Glória das águias que nem águias tem,
Sofremos, sim, de idêntica indigência,
Da ruína da Grécia.
*
A terceira miséria é esta, a de hoje.
A de quem já não ouve nem pergunta.
A de quem não recorda. E, ao contrário
Do orgulhoso Péricles, se torna
Num entre os mais, num entre os que se entregam,
Nos que vão misturar-se como um líquido
Num líquido maior, perdida a forma,
Desfeita em pó a estátua.
Hélia Correia
[in A Terceira Miséria, Relógio d'Água, 2012]
http://youtu.be/grA53Oc0zfg
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Melody Gardot - Our Love is easy -
Our Love is easy -
Deep within your heart, you know it's plain to see
Like Adam was to Eve, you were made for me
They say the poisoned vine breeds a finer wine
Our love is easy
If you ask me plainly I would glady say
I'd like to have you round just for them rainy days
I like the touch of your hand, the way you make no demands
Our love is easy
Our love is easy
Like water rushing over stone
Oh, our love is easy, like no love I've ever known
Physically speaking we were made to last
Examine all the pieces of our recent past
There's your mouth of tears
Your hands around my waist
Our love is easy
Every time we meet it's like the first we kiss
Never growing tired of this endlessness
It's a simple thing, we don't need a ring
Our love is easy
Our love is easy
Like water rushing over stone
Oh, our love is easy, like no love I've ever known
[Instrumental]
Our love is easy
Like water rushing over stone
Oh, our love is easy, like no love I've ever known
Deep within your heart, you know it's plain to see
Like Adam was to Eve, you were made for me
They say the poisoned vine breeds a finer wine
http://youtu.be/lLSjZHshqj0
Paula Oliveira & Bernardo Moreira - Estrela da Tarde
Estrela da Tarde
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me aconteceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
Ary dos Santos
http://youtu.be/5PjF44pW1xQ
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me aconteceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
Ary dos Santos
http://youtu.be/5PjF44pW1xQ
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Elskavon - August Evenings
http://youtu.be/KOQ8-2DrsEQ
http://youtu.be/LqwRiG8WWWM
Abstraction - Moments of Silence
ver no yutube
http://www.youtube.com/watch?v=KdUP6TK0BW0&list=PLW08UHPY2AEpsXKtALhNVuRwZAdDL_jW6
Porque me olhas assim - Cristina Branco
"Diz-me agora o teu nome
se já dissemos que sim
pelo olhar que demora
porque me olhas assim
porque me rondas assim
toda a luz da avenida
se desdobra em paixão
magias de druida
p’lo teu toque de mão
soam ventos amenos
p’los mares morenos
do meu coração
espelhando as vitrinas
da cidade sem fim
tu surgiste divina
porque me abeiras assim
porque me tocas assim
e trocámos pendentes
velhas palavras tontas
com sotaque diferentes
nossa prosa está pronta
dobrando esquinas e gretas
p’lo caminho das letras
que tudo o resto não conta
e lá fomos audazes
por passeios tardios
vadiando o asfalto
cruzando outras pontes
de mares que são rios
e num bar fora de horas
se eu chorar perdoa
ó meu bem é que eu canto
por dentro sonhando
que estou em Lisboa
dizes-me então que sou teu
que tu és toda p’ra mim
que me pões no apogeu
porque me abraças assim
porque me beijas assim
por esta noite adiante
se tu me pedes enfim
num céu de anúncios brilhantes
vamos casar em Berlim
à luz vã dos faróis
são de seda os lençóis
porque me amas assim"
Letra e Música de Fausto
http://youtu.be/CTNHaa1eVZs
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
CAFÉ LITERÁRIO - Memórias de Adriano de Marguerite Yourcenar
Tenho sessenta anos. Não te iludas: não estou ainda bastante fraco para ceder às imaginações do medo, quase tão absurdas como as da esperança e seguramente muito mais penosas. Se fosse preciso enganar-me a mim mesmo, preferia que fosse no sentido da confiança; não perderia mais com isso e sofreria menos. Este fim tão próximo não é necessariamente imediato; deito-me ainda, todas as noites, com a esperança de chegar à manhã seguinte.
MARGUERITE YOURCENAR, in Memórias de Adriano
http://youtu.be/26IT7yJbvdo
MÁSCARAS
O espectador que reage à máscara parece identificar aquilo que ela projecta como algo familiar. Podemos assumir que, à semelhança do rosto, a Máscara traz a recognição de um suporte de sentido (GIL, 1997:164)
“Dès que l´on chausse
une masque on a l´impression d´une dilatation du temps et de l´espace, les
dimensions grandissent, l´imagination se manifeste avec plus d´audace. Le masque
devient responsable à votre place."
(Krejca, 1985 :203)
“As linhas de uma máscara devem ser poucas e simples; a abundância de detalhes torna a máscara ilegível à distância (…). Uma máscara que aparece por trinta segundos numa personagem silenciosa pode, se absolutamente necessário, ser complexa; mas uma máscara que tem de ser habitada por um actor representando uma personagem que fala, comporta-se, ouve e reflecte as suas emoções, deve ter linhas simples, planos que captem bem a iluminação, a intersecção de planos bem limpa e contornos precisos.”(CORDREAUX, 1946:14).
American Music Club - Last Harbor
Viam-se no vale, maiores que dois alfinetes, dois pilares que não era
difícil, e possível ainda menos, tomar por embondeiros. Eram, com
efeito, duas enormes torres. E, embora dois embondeiros não se
pareçam à primeira vista com dois alfinetes, nem mesmo com duas
torres, no entanto, puxando com destreza os cordelinhos da
prudência pode afirmar-se sem medo de errar (. . . ). (. . . ) e quando
comecei por comparar os pilares aos alfinetes com tanta
propriedade (claro que não acreditava que viessem um dia
censurar-me o facto), baseei-me nas leis da óptica, que
estabeleceram que, quanto mais o raio visual está afastado de um
objecto, mais diminuta a imagem se reflecte na retina.
Isidore Ducasse, Conde de Lautréamont
http://youtu.be/m-NMcmq1ZDc
v/
http://osabordolhar.blogspot.pt/
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
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