quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Sarah Vaughan
DE ESPERAS CONSTRUÍMOS O AMOR
* JOAQUIM PESSOA *
"De esperas construímos o amor intenso e súbito
que encheu as tuas mãos de sol e a tua boca de beijos.
Em estranhos desencontros nos amamos.
Havia o rio mas sempre ficávamos na margem.
Eu tocava o teu peito e os teus olhos e, nas minhas mãos,
a tarde projetava as suas grandes sombras
enquanto as gaivotas disputavam sobre a água
talvez um peixe inquieto, algo que nunca pudemos ver.
As nossas bocas procuravam-se sempre, ávidas e macias
E por muito tempo permaneciam assim, unidas,
Machucando-se, torturando as nossas línguas quase enlouquecidas.
Depois olhávamo-nos nos olhos
no mais profundo silêncio. E, sem palavras,
partíamos com as mãos docemente amarradas e os corações estoirando uma alegria breve
quando a noite descia apaixonada
como o longo beijo da nossa despedida."
http://youtu.be/yJ-9IBZaydQ
Tom Waits-If i have to go
It's all someone else's idea
I don't belong here, and you can't go with me
You'll only slow me down...
http://youtu.be/0jyVZNrWkow
Bat For Lashes - All Your Gold
"There was someone that I knew before
A heart from the past that I cannot forget
I let him take all my gold and hurt me so bad
But now for you, I have nothing left
of all my gold"
http://youtu.be/EXK0Ejzin4c
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
ETNOGRAFIA DOS AÇORES
“A sociedade moderna está orientada para a técnica, a racionalidade e a eficácia; haverá lugar para o ritualismo, na sua essência associado ao religioso através do sagrado, desde as suas primeiras conceptualizações?”
Martin Segalen (1998)
Calendário Cósmico
http://etnografia.paginas.sapo.pt/Solsticio.htm
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http://etnografia.paginas.sapo.pt/Romeiros.htm
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http://etnografia.paginas.sapo.pt/Romeiros.htm
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http://www.bartleby.com/196/
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http://etnografia.paginas.sapo.pt/etnografia.htm
Calendário Cósmico
http://etnografia.paginas.sapo.pt/Solsticio.htm
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http://etnografia.paginas.sapo.pt/Romeiros.htm
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http://etnografia.paginas.sapo.pt/Romeiros.htm
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http://www.bartleby.com/196/
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http://etnografia.paginas.sapo.pt/etnografia.htm
Manuel de Freitas
O desespero - percebes finalmente/ -
era uma energia, uma espécie de caminho/
para quem não tinha passos. Os amigos/
(se assim lhes podias chamar) encontravam-se/
à volta de uma garrafa e injuriavam toda a noite/
o amor de que em breve se fariam escravos./
Falavam de quase nada, os olhos parados/
na música, o corpo disponível/
para charros, risos e derrotas. Essas ruas,/
sabes, nunca mais foram assim/
o rastilho da descrença e o motim da desrazão./
Coisas de facto imberbes - navalhas/
que fingiam a dolorosa perfeição da indiferença./
Pouco importa. Outros sinais cresceram,/
fazendo desses rostos uma porta/
fechada onde nem pela memória/
esperas o milagre de encontrar alguém./
Deve ser a morte, o fim, isso mesmo
que julgavas esconjurar quando punhas flores/
no gargalo verde e vigiado das garrafas./
A luz dos últimos bares tomba agora/
sobre um corpo esquivo, mais sozinho,/
que nem sequer nestas palavras acredita./
Manuel de Freitas [SIC] poesia inédita portuguesa Assírio & Alvim via
http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/manuel_freitas/poetas_manuelfreitas01.htm
http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/jorge_sena/escritores_jorgesena_ograndesegredo01.htm
Manuel de Freitas [SIC] poesia inédita portuguesa Assírio & Alvim via
http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/manuel_freitas/poetas_manuelfreitas01.htm
http://poesiaseprosas.no.sapo.pt/jorge_sena/escritores_jorgesena_ograndesegredo01.htm
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